Taques chama de "fofocas" especulações sobre saída em massa de secretários

Por D.D.ANDRE 30/12/2017 - 14:38 hs

O governador Pedro Taques classificou como “fofocas” as supostas mudanças em seu secretariado que tem sido ventiladas. O chefe do executivo estadual afirmou que as trocas realizadas até agora, como a saída de Gustavo Oliveira da Secretaria de Fazenda (Sefaz) já eram programadas.

Taques também afirmou que o período que Oliveira ficaria no comando da Sefaz já estava acertado desde o ano passado, quando ele assumiu a pasta. Ele também reiterou que com a saída do secretário, quem assumirá o cargo é Rogério Gallo, atual procurador geral do estado.

“É absolutamente normal. O secretário Gustavo Oliveira (Sefaz) queria ficar até dezembro e nós combinamos isso ano passado. Ele cumpriu seu papel na Secretaria de Fazenda e agora irá assumir outros compromissos e ajudar o estado em outras missões. Quem assumirá é o Rogério Gallo”, afirmou o governador em entrevista ao programa Resumo do Dia.

Novas mudanças no secretariado, segundo o governador, só deverão ocorrer no final de março, prazo em que os detentores de cargos deverão se desincompatibilizar, caso queiram disputar as eleições de 2018. É o caso de três deputados estaduais, que atualmente comandam secretarias do governo Taques. Ele também citou a saída do atual presidente do Detran, Arnon Osny, que deixará o cargo no final de janeiro e classificou como fofocas outras possíveis saídas.

“Os secretários que são deputados, como Wilson Santos, da Secretaria de Cidades, Max Russi, na Casa Civil, e o Avallone, no Desenvolvimento, estes sairão no prazo legal, no final de março, pois serão candidatos nas eleições de 2018. O que tem é muita fofoca. O Armon Osny, do Detran, está doente. Ele emagreceu 8 kg trabalhando pelo povo de Mato Grosso. Tudo isso é normal e já tínhamos tudo pensado. Ele ficará até o final de janeiro e depois será substituído”, explicou.

Além de Gustavo de Oliveira e Arnon Osny, deixaram o governo neste mês de dezembro Carlos Fávaro (Meio Ambiente), Leandro Carvalho (Cultura), Paulo Borges Junior (MTI) e José Rodrigues Rocha Junior (adjunto da Secretaria de Trabalho e Assistência Social).

SITUAÇÃO FINANCEIRA

Taques também falou sobre a atual situação financeira do Estado e apontou que o próximo ano deve ser mais tranquilo em relação ao caixa do governo, em relação ao que foi em 2017 e citou o exemplo de outros estados. “O ano foi muito difícil não só para Mato Grosso, mas como para o Brasil todo, para os estados, governadores, prefeitos, que administram suas cidades. Para se ter uma ideia, Minas Gerais tem mais de 800 municípios e 700 deles não pagarão o 13º salário. Doze estados estão com problemas de caixa seríssimos, não pagando salários de 2016 e 2017”, pontuou.

Taques disse que o dinheiro do Fex tem sido utilizado para pagar fornecedores e amenizar o déficit da saúde. O governador também disse que a prioridade agora é pagar os servidores, entre outros débitos. “Graças a Deus e com muito trabalho, conseguimos pagar o salário dos servidores em dia. Pagamos os fornecedores com o dinheiro do Fex e vai dinheiro para a saúde, para que possamos diminuir o déficit, além dos R$ 100 milhões da emenda parlamentar impositiva de bancada. Estamos em dia com os municípios, ao contrário de outros estados. Pagar fornecedores e garantir o salário dos servidores é o que nós desejamos. Teremos grandes novidades no ano que vem, com reformas de hospitais, sistemas de mutirão na saúde, não só com a caravana da transformação, além de pagar os débitos” completou.