Dois governadores do PSDB articulam “reaproximação” de Taques e Leitão

Por D.D.ANDRE 31/12/2017 - 15:35 hs

O presidente nacional do PSDB, governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o 1º vice-presidente do partido, governador de Goiás, Marconi Perillo, estão agindo para “reaproximar” o governador Pedro Taques e o deputado federal Nilson Leitão, duas das principais lideranças da legenda em Mato Grosso. Taques e Leitão estariam com divergências na composição de alianças e no lançamento de candidaturas das eleições de 2018.

A informação foi passada pelo Secretário de Estado de Cidades (Secid-MT), Wilson Santos (PSDB), em entrevista concedida á Rádio Capital na última sexta-feira (29). Ele, que está licenciado do cargo de deputado estadual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), disse que Leitão e Taques vão “fumar o charuto da paz”. 

“Esse ambiente vai ser pacificado. Nilson Leitão e o Taques vão fumar o charuto da paz. Os governadores Alckmin e Marconi Perillo estão neste meio, reaproximando os dois. Eu tenho certeza que os interesses de Mato Grosso vão falar mais alto e os dois vão se entender”, disse Wilson Santos.

A disputa entre Pedro Taques e Nilson Leitão ganhou destaque no processo de escolha do presidente do diretório regional do PSDB de Mato Grosso, ocorrido no dia 10 de novembro de 2017. Antes do pleito – que não contou com a presença de Taques, que cumpria agenda internacional -, o governador e o deputado federal tiveram uma “conversa dura” sobre a composição das chapas e o arco de alianças das eleições de 2018.

Informações de bastidores dão conta de que Taques teria ficado contrariado com a decisão do diretório do PSDB de Mato Grosso de apoiar a candidatura ao Senado de Nilson Leitão. O fato pode atrapalhar as negociações do governador em busca de aliados, uma vez que há um número limite de candidaturas por coligação. O Chefe do Executivo estadual pretende ter ao seu lado políticos tradicionais no Estado, como o ex-senador Jayme Campos (DEM), o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e outros.

A eleição do dia 10 de novembro escolheu o ex-presidente da empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Paulo Borges, aliado de Leitão. Na época do episódio, Borges tratou de colocar ‘panos quentes’ no caso afirmando que ele teve mais “ruído do que o necessário”.

O partido, no entanto, dá sinais de racha no Estado. Paulo Borges, que foi indicado a presidência da sigla por Nilson Leitão, redigiu uma carta endereçada a Pedro Taques – que em recentes declarações disse que “não governa para o PSDB”. Borges, além de entregar o cargo no MTI no último dia 23 de dezembro, disse também que o PSDB “jamais estabeleceu qualquer tipo de imposição ao governador visando garantir mais cargos na administração pública”.

Borges, porém, disse que a saída do cargo não tem relação com a carta e que o ‘desembarque’ do Governo já estava programado.