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POLÍTICA

5° Simpósio destaca primeira Casa do Autista em Mato Grosso

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O Plenário deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu, nesta quinta-feira (4), um grande público para a 5ª edição do Simpósio “Desafios e Perspectivas” sobre autismo em Mato Grosso, que reforçou o debate sobre inclusão social e o fortalecimento de políticas públicas de apoio às famílias. A ação foi proposta pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), autor de 14 leis voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo o parlamentar, embora o tema ainda seja relativamente novo no campo social, ele já ocupa espaço nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de impactar diretamente os orçamentos públicos. Ele avalia que ainda há grande carência de políticas específicas e falta de profissionais capacitados para garantir atendimento adequado, bem-estar e qualidade de vida às pessoas com TEA.

Casa do Autista – A programação contou com a participação da primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris (PL), mãe de um filho autista, que relatou os desafios enfrentados pelas famílias e apresentou iniciativas em andamento na capital. Ela destacou que encontrou a rede de apoio municipal em situação precária e que o trabalho está sendo reconstruído praticamente do zero. “Implantamos o Centro Amar que garante atendimento aos alunos da rede pública municipal. Antes, Cuiabá não tinha esse espaço. Estamos estruturando tudo para inaugurá-lo devidamente adequado. Também implantamos a primeira sala sensorial do município, com uma proposta pedagógica completa”, informou a vereadora.

Samantha acrescentou que a experiência do Centro Amar servirá de base para a implantação da Casa do Autista, projeto em execução pela Prefeitura de Cuiabá. “Com o Centro Amar, já iniciamos um trabalho prático antes mesmo da Casa do Autista ser concluída. Estamos fazendo uma força-tarefa com a Educação Especial e a Comissão de Educação do município, com a participação de pais, professores e profissionais. É essa participação coletiva que vai construir a Casa do Autista”, explicou.

A vereadora apresentou detalhes de como será a Casa do Autista na capital. Ela afirmou que o governo estadual cedeu um prédio com 40 salas, o que permitiu ampliar o projeto inicial. “É um sonho que está tomando forma. Temos conseguido avançar graças às parcerias”, disse.

Samantha também relatou visita técnica à Casa do Autista de Camboriú (SC), referência nacional, experiência que ajudou a definir o modelo que poderá ser adotado em Cuiabá. Ela também reforçou que o trabalho voltado às pessoas com TEA é fruto de uma união entre diferentes poderes e instituições. “O deputado Wilson Santos tem diversas leis que contemplam a causa do autismo e contamos com vereadores comprometidos. A Assembleia Legislativa, o Governo do Estado, a Prefeitura e a Câmara de Cuiabá trabalham juntos para construir uma rede de atendimento que possa ser referência nacional”, ressaltou.

Ao final do evento, Wilson Santos entregou à vereadora um relatório com as iniciativas da Assembleia Legislativa em prol das pessoas com TEA e prestou uma homenagem a Samantha Iris, concedendo-lhe uma moção de aplausos pelo trabalho desenvolvido em defesa do autismo.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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