A Escola do Legislativo de Mato Grosso (ELMT) está com matrículas abertas para quatros cursos de pós-graduação nas áreas de direito, administração, assessoria parlamentar e neurociência. As aulas estão previstas para começar em junho e serão realizadas em formato híbrido, com um encontro presencial por mês e também na modalidade Ensino a Distância (EAD), com exceção do curso de Neurociência, Comportamento e Desempenho, realizado somente na modalidade presencial com aulas um fim de semana por mês.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e os interessados só precisam de comprovantes de conclusão de curso superior, comprovantes de endereço e documento de identificação pessoal.
Estão abertas as inscrições para o curso de Direito Público, com carga horária de 360 horas e custo de 12 vezes de R$ 200; curso de Secretariado Executivo, com 400 horas e mensalidades de R$ 200 (12 prestações) e curso de Assessoria Parlamentar, com 400 horas e 12 mensalidades de R$ 200. Essas três opções terão aulas presenciais, uma vez por mês, e on-line.
O curso de Neurociência, Comportamento e Desempenho tem carga horária de 360 horas e custa R$ 250 por mês, totalizando 12 mensalidades. As aulas serão todas presenciais, com um encontro mensal, sendo sábado o dia inteiro e meio período no domingo.
O coordenador da Escola do Legislativo, Túlio Kenzo, explica que as pós-graduações estão disponíveis para o público interno e externo. “Nossos cursos atendem tanto os servidores e os terceirizados, o quanto o público externo, todos com desconto de até 60% nas mensalidades. A única exigência é que tenha graduação completa”.
Além dessas quatro pós-graduações, em breve deverão ser abertas novas turmas para os cursos de Direito Eleitoral e Gestão Pública, que possuem turmas sendo finalizadas.
Para se inscrever, acesse aqui e abra a aba Pós-Graduação. Para mais informações, pode enviar mensagem para o WhatsApp da Escola: 65 98134-2231.
Com dispensa de pauta, os deputados aprovaram, durante a sessão desta quarta-feira (22), a Mensagem 73/2026, referente ao Projeto de Lei 481/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), de Cuiabá. A proposta segue agora para sanção do governo do estado.
Os recursos serão viabilizados por meio da Desenvolve MT, com verbas do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDES), e destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos e modernização do espaço comercial, destruído por um incêndio em julho de 2024.
O projeto prevê condições facilitadas de pagamento, com juros baseados no IPCA mais 2% ao ano, prazo de até dois anos de carência e até cinco anos para quitação. A garantia será feita por meio da cessão de receitas da própria associação, como taxas condominiais.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Inúmeros comerciantes do Shopping Popular acompanharam a votação da galeria do Plenário, momento em que presidente da ACSP, Misael Galvão foi convidado para usar a tribuna e destacar a luta pela reconstrução e o impacto social.
“Vivemos uma tragédia que atingiu centenas de famílias, mas nunca desistimos. Com união, apoio dos deputados e sensibilidade do governo, estamos reconstruindo o Shopping Popular, que não pertence a uma pessoa, mas é um patrimônio de Cuiabá e de Mato Grosso”, afirmou Galvão.
Na justificativa da Mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta ressaltou o alcance social da medida.
“Este financiamento representa o compromisso com a reconstrução do Shopping Popular e com centenas de famílias que dependem dessa atividade, fortalecendo a economia local e promovendo inclusão social”, diz trecho do documento.
Com a realização de três sessões para a limpeza da pauta, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), enfatizou a importância da força-tarefa à aprovação da proposta.
“É uma medida importante para garantir a retomada das atividades do Shopping Popular e dar condições para que os trabalhadores reconstruam seus negócios com dignidade”, afirmou.
O deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou o esforço coletivo para viabilizar o projeto.
“Foi um trabalho conjunto desta Casa, com vários parlamentares envolvidos. Agora, com a aprovação, o Shopping Popular será reconstruído e voltará ainda melhor para todos os cuiabanos”, disse.
Da mesma forma, o deputado Alex Sandro (Republicanos) reforçou a união dos parlamentares em torno da proposta.
“Quando a população ganha, não é um ou dois deputados, é toda a Assembleia. O esforço é coletivo para garantir que esse recurso chegue e beneficie quem mais precisa”, pontuou.
O deputado Sebastião Rezende destacou a perseverança dos trabalhadores do local. “Esse é um exemplo de resiliência e determinação. Vocês não desistiram e agora terão condições de reconstruir com mais dignidade, ampliando a geração de emprego e renda”, afirmou.
Presidindo a sessão, o deputado Wilson Santos (PSD) relembrou o processo histórico de organização do comércio ambulante em Cuiabá e a origem do Shopping Popular.
“Esse espaço é fruto de um trabalho construído ao longo de décadas para organizar o comércio informal e garantir dignidade aos trabalhadores. Hoje, estamos dando mais um passo importante nessa trajetória”, destacou.
A proposta também permite o acréscimo de recursos por meio de emendas parlamentares e estabelece que a liberação do financiamento será feita conforme o avanço das obras, com pagamento direto aos fornecedores, garantindo maior controle e transparência na aplicação dos recursos.
Ordem do Dia – Com 45 propostas em pauta, 26 propostas foram aprovadas, sete com parecer contrários foram arquivadas e quatro tiveram pedido de vista.
Além do empréstimo para o Shopping popular, os deputados aprovaram, em redação final, o Projeto de Lei 723/2025, que altera a legislação sobre criação e transporte de abelhas-sem-ferrão no estado, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) e o Projeto de Lei 12/2024, que institui o programa “Meu Primeiro Emprego”, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB).
Também aprovaram o Projeto de Lei Complementar 23/2026, sobre fiscalização de produtos de origem florestal e o Projeto 1983/2024, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (Novo), com coautoria dos parlamentares Dilmar Dal Bosco (União) e Gilberto Cattani (PL), que trata da ocupação do solo no entorno do reservatório do APM Manso.