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MATO GROSSO

Governo de MT e Fecomércio abrem a FIT Pantanal 2024 nesta quarta-feira (29)

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O governador Mauro Mendes e o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, farão a abertura oficial da 31ª edição da Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2023) nesta quarta-feira (29.05), às 17h30, no Centro de Eventos do Pantanal. Neste ano, o Governo do Estado destinou R$ 3,9 milhões para a realização da maior feira de turismo de Mato Grosso.

A FIT Pantanal será realizada de 30 de maio a 02 de junho. A entrada e as inscrições para as palestras técnicas na programação são gratuitas. Também estão previstas apresentações culturais, a partir das 18h30 e Festival Gastronômico da Abrasel-MT (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

A programação da FIT Pantanal teve início com o Encontro de Secretários e Dirigentes de Agricultura de Mato Grosso e servidores da Empaer nesta quinta-feira (30), a partir das 7h30. Já no período da tarde será realizado o Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural, onde serão apresentados casos como café, pequi, queijarias, caminhadas na natureza, dentre outros.

Já na Aldeia do Conhecimento, no período da tarde do dia 30 de maio serão debatidos “Cases de sucesso no turismo de Mato Grosso”, “Redes sociais como estratégia de mercado para artesãos” e a “Importância do guia de turismo na experiência do turista”.

Na sexta-feira (31), no período da manhã, serão realizadas as rodadas de negócios, em um evento fechado aos operadores de turismo, e no período da tarde serão debatidos os painéis sobre o “Etnoturismo em Mato Grosso”, “ESG para hotelaria”, “Juventude na reserva da biosfera do Pantanal”, “Formas de retenção e desenvolvimento de equipe para hotelaria”, dentre outros temas, além do Encontro de Gestores Públicos de Turismo.

No segundo dia do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural, a partir das 13h30 de sexta-feira (31), serão debatidos temas como “Fruticultura Tropical de Mato Grosso”, “Cadeia de Valor do Mel” e “Saberes e Fazeres – Agregando valor ao turismo através dos produtos da agricultura familiar”.

Ainda na sexta-feira, o Sindicato das Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT) e o Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo (CNCP) promovem 10 palestras, a partir das 14 horas, no piso Sol.

A programação técnica encerra no sábado (1º.06) com o painel “Elas e o Agro”, ministrado por Vanice Marques, ex-secretária de Turismo de Mato Grosso.

Cultura e gastronomia

Desde a abertura da FIT Pantanal, na quinta-feira, a partir das 18h30, haverá apresentações culturais do Grupo de Congo, Grupo Chorado e Grupo Chiquitanos, todos de Vila Bela da Santíssima Trindade, e da Associação Cultural Flor Ribeirinha.

Na sexta-feira é a vez dos grupos Os de Fora (Tangará da Serra), Bacuri (Nossa Senhora do Livramento), Grupo Indígenas (Querência) e Associação Grupo Flor de Atalaia, de Cuiabá.

O Grupo Indígenas de Campo Novo do Parecis abre a programação no sábado, seguido por Dança Gaúcha (Canarana), Associação Cultural Alemã Grüner Wald (Lucas do Rio Verde) e a Associação Grupo Flor do Campo.

No último dia do evento, cinco grupos encerram a FIT Pantanal 2024. São eles o Grupo de Dança Indígena Menanehaliti (Tangará da Serra), Dança do Lenços (Barão de Melgaço), Mascarados (Poconé), Dança Indígena Balatiponé (Barra do Bugres) e a Associação de Siriri Flor Serrana.

Por sua vez, o Festival Gastronômico da Abrasel será realizado nos dias 30 e 31 de maio, das 14h às 22h, e nos dias 1º e 2 de junho, entre 17h e 22h. Serão 10 estabelecimentos participantes de Cuiabá: Goiabeiras Gourmet, Maria Cuiabana, Rei do Mate, Rancho Cuiabano, Estação do Espeto, Poltrona Nerd, Choppão, Miro Açaí, Camboza do Suco e Senhora Cantina.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

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A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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