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MATO GROSSO

Quatro foragidos da Justiça são presos após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial do Vigia Mais

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A tecnologia de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), identificou e levou à prisão, na noite desta quarta-feira (03.07), mais quatro pessoas foragidas da Justiça.

As prisões, de quatro homens (de 37, 43, 42 e 45 anos), ocorreram durante a partida do Cuiabá com o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, na Arena Pantanal, na capital mato-grossense.

Com essas, já são 11 prisões pelo reconhecimento facial, desde abril deste ano, quando o sistema entrou em teste na Arena Pantanal, por meio de parceria da Sesp com a Coordenadoria de Tecnologia da Polícia Civil, empresa FacePass e o Cuiabá Esporte Clube.

No estádio há 14 câmeras que monitoram as áreas internas e externas, reforçando a segurança dos torcedores, atletas e todos aqueles que participam dos eventos esportivos.

O sistema de reconhecimento facial está conectado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que emite um alerta quando um foragido da Justiça passa pelas câmeras de videomonitoramento.

A Central de Monitoramento, então, faz uma série de conferências manuais junto aos bancos de dados da Polícia Judiciária Civil e o Nacional de Mandados de Prisão(BNMP) do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), para evitar “falsos positivos”.

Somente após todas verificações, o Ciosp aciona o 10º Batalhão da Polícia Militar, anexo à Arena Pantanal, que faz a abordagem ao foragido da Justiça e o conduz para a Delegacia de Polícia Civil para as providências necessárias.

De acordo com o superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, a Sesp começou as tratativas para implantação do serviço piloto na Arena Pantanal em novembro do ano passado, com a Coordenadoria de Tecnologia da Polícia Civil e a empresa FacePass, através de um investimento do Cuiabá Esporte Clube. “A Arena Pantanal é um local importante para esse tipo de trabalho devido à grande movimentação de pessoas”, explica o superintendente.

Todavia, o superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez, destaca que há sistema de reconhecimento facial em teste em outros locais de Cuiabá, porém, esses ainda não serão divulgados.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri destaca que o objetivo é expandir o sistema de reconhecimento facial por meio das câmeras do Vigia Mais MT para todo Mato Grosso, seguindo a determinação do governador Mauro Mendes.

“O Governo do Estado investe pesado no combate à criminalidade e o programa Vigia Mais MT é um exemplo disso. Serão instaladas 15 mil câmeras, o software e o armazenamento das imagens que somam um investimento de R$ 30 milhões, para criar uma verdadeira muralha digital. A tecnologia é uma grande aliada da força humana e unimos essas duas ferramentas em prol da segurança da população mato-grossense”.

Vigia Mais MT

O Governo do Estado está equipando os 142 municípios de Mato Grosso com 15 mil câmeras de videomonitoramento com objetivo de fortalecer as ações de segurança e reduzir os índices criminais. Sem nenhum custo, a Sesp concede câmeras de três modelos e cabe ao parceiro (prefeitura ou ente privado) arcar com custos da instalação, internet e manutenção.

A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais dos policiais locais e outras pessoas autorizadas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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