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MATO GROSSO

Juizado Volante Ambiental de Rondonópolis participa de exposição agropecuária

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O Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Rondonópolis e órgãos ambientais parceiros – Ministério Público Estadual, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Polícia Militar de Proteção Ambiental e a autarquia Sanear – estiveram presentes na 50ª Exposul (Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial do Sul de Mato Grosso), entre os dias 5 a 10 de agosto, com estande do meio ambiente, para orientar os visitantes sobre a preservação ambiental.
 
O estande tem como foco a educação ambiental por meio da conscientização de adultos e crianças. Através de cenários expostos, os visitantes podem visualizar os trabalhos preventivos e de educação ambiental desenvolvidos pelo Juvam em parceria com os órgãos de defesa do meio ambiente em Rondonópolis.
 
De forma lúdica e criativa, a equipe do Juvam apresenta à população informações sobre infrações penais de poluição sonora, a conscientização sobre regras da pesca, os métodos preventivos contra as queimadas urbanas e rurais e as consequências para flora, fauna e seres humanos. Os visitantes ainda têm a oportunidade de conferir a exposição de animais silvestres taxidermizados (empalhados), conhecendo a história de cada animal.
 
Um dos destaques da exposição é o trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Juvam por meio da Gincana Amigos do Meio Ambiente, que vem levando um vasto conhecimento a crianças e adolescentes por meio de palestras realizadas nas escolas locais, competições de coleta, criação de conteúdo utilizando a criatividade e o reaproveitamento de resíduos sólidos, teatros de fantoches e muito mais.
 
De acordo com a juíza responsável pelo Juvam em Rondonópolis, Milene Beltramini, a participação dos órgãos de defesa do meio ambiente na exposição agropecuária de Rondonópolis é uma importante forma de levar o conhecimento ambiental até a população. “Essa atitude oportuniza a realização do trabalho de conscientização ambiental para um público mais abrangente, já que a feira recebe milhares de visitantes, tornando-se uma vitrine para expor de forma preventiva sobre a preservação e proteção do meio ambiente”, destacou.
 
O evento conta com apoio do Sindicato Rural de Rondonópolis, da Polícia Militar de Proteção Ambiental de Rondonópolis, Sema, Semma, Ministério Público Estadual, Sanear e Cooperativa Nova Esperança.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: foto horizontal colorida do estande do Juvam na Exposul. Em um espaço com teto metálico verde, há o estande com painéis, faixas, banners escrito Juvam, Semma, Poder Judiciário Juvam Juizado Volante Ambiental, redes com tecido camuflado, plantas e várias pessoas no espaço, em pé, olhando os itens expostos.
 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT (Com informações do Juvam Rondonópolis)
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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