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MATO GROSSO

Juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica ministra palestra para 50 motoristas

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A juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, da Comarca de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira, ministrou palestra sobre “Violência Contra a Mulher e a Lei Maria da Penha” para 50 motoristas da empresa Carvalima Transportes. A palestra, realizada por videoconferência no dia 28 de agosto, foi solicitada pela empresa à Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-TJMT), em alusão ao mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o Agosto Lilás. Participaram funcionários das filiais de Porto Velho, Vilhena, Ji-Paraná (RO) e Joinville (SC).
 
A magistrada enfatizou a questão da violência doméstica, o histórico da Lei Maria da Penha e os tipos de violência (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial). Ela explicou que a empresa, com sede em Cuiabá e filiais em 13 estados, tem mais de dois mil colaboradores (as), na maioria homens, e procurou dar exemplos para que os participantes se colocassem na situação da mulher e refletissem sobre o assunto.
 
“Trabalhar a conscientização, principalmente no ambiente de trabalho desta empresa, que tem muitos colaboradores homens, é muito importante. A participação deles foi excelente, prestaram atenção e foi bem frutífera. É sempre bom abordar o tema para que realmente tomem conhecimento da existência da Lei (Maria da Penha), do que significam essas violências e dos crimes que são cometidos, para que eles possam orientar, ao escutar alguém comentando alguma coisa desrespeitosa, e apoiar as mulheres, não só as deles, mas colegas de trabalho, que percebam que estejam sofrendo algum tipo de violência”, afirmou a juíza Hanae Yamamura.
 
A juíza falou sobre o Núcleo de Atendimento às Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica “Espaço Thais Machado”, que funciona como um canal de denúncias, mas, sobretudo como um local de acolhimento, atendimento psicológico, psiquiátrico, de orientação e apoio jurídico às servidoras e magistradas do Poder Judiciário Estadual. O Núcleo também promove ações preventivas e de conscientização.
 
“Como a palestra foi solicitada pela empresa, que claramente está preocupada e comprometida com o combate à violência doméstica e familiar, falei sobre o Núcleo como uma sugestão para que a administração possa, quem sabe, instalar um setor similar para atender as colaboradoras e colaboradores”, afirmou a magistrada.
 
A palestra também abordou a responsabilidade do homem no combate à violência contra a mulher e de como esse tema não importa somente às mulheres, mas a todos. “A preocupação e a responsabilidade não deve ser só com a esposa. Homens têm filhas, têm irmãs, nasceram de uma mulher. O homem também é responsável por combater a violência contra a mulher no seu trabalho ou mesmo nos encontros entre amigos”, esclareceu a magistrada.
 
A assistente social do setor de Recursos Humanos, de Cuiabá, Graciele Oliveira, disse que a ideia surgiu, justamente por se tratar de uma empresa que emprega muitos homens e que está comprometida com campanhas sociais durante todo o ano. Ela enfatizou que a organização da palestra e a didática da juíza Hanae foram excelentes.
 
“O feedback foi maravilhoso, de todas as filiais. O pessoal achou a didática muito bacana. A forma de ela lidar. Tudo muito organizado. Fico tão feliz quando a gente consegue uma nova parceria. Já fiquei cheia de ideias. A oportunidade e o tanto que teve qualidade nessa palestra, não tem nem como mensurar”, afirmou a assistente social.
 
Palestras da Cemulher – Diretores (as) e coordenadores (as) de escolas, com alunos matriculados no Ensino Fundamental, e empresas públicas ou privadas podem solicitar a realização da palestra “Violência Contra a Mulher” pelo e-mail cemulher@tjmt.jus.br.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Inteligência artificial e fake news marcam debate sobre eleições

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O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui.  Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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