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MATO GROSSO

Concerto Cenas da Noite Sertaneja e espetáculo pelo Dia das Crianças estão na programação cultural da semana

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O Instituto Ciranda apresenta ao público, nesta semana, dois espetáculos musicais com ingressos solidários. Na quarta-feira (09.10), às 20h, a Orquestra CirandaMundo exibe o concerto Cenas da Noite Sertaneja. E na quinta (10.10), integrantes do Coro Cirandinha e do Coro Primeira Ciranda fazem uma apresentação especial em celebração ao Dia das Crianças.

Os espetáculos acontecem no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, em Cuiabá, e ambos contam com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio de termo de fomento com o Instituto Ciranda.

Orquestra CirandaMundo

O concerto Cenas da Noite Sertaneja, da Orquestra CirandaMundo, faz parte da Série Araguaia, que promove encontros com artistas da música popular que atuam na noite cuiabana. Desta vez, como o nome sugere, o encontro do universo sinfônico será com a música sertaneja raiz.

A dupla Felipe e Zé Ribeiro é a convidada desta edição do projeto, que contará também com as participações especiais do Grupo TerraCord e Os Cuiabanos, dupla formada por Danillo e André.

No repertório estarão clássicos como Tristeza do Jeca, Comitiva Esperança, No Rancho Fundo, Disparada, Vaca Estrela e Boi Fubá, entre outros. Os arranjos originais, assinados por John Stuart, Joelson Conceição e Kleberson Calanca, foram produzidos sob encomenda, especialmente para a ocasião.

“Esta edição do projeto busca reunir artistas que têm trabalhos nessa linha do sertanejo raiz, com um repertório mais sensível, que retrata as sutilezas da vida diária do homem do campo”, destaca o maestro Murilo Alves.

Coro Cirandinha e Coro Primeira Ciranda


Sob a regência de Gleicy Paniago, os grupos trazem um repertório que vai da música infantil à MPB.

O Coro Cirandinha, formado por crianças de 06 a 12 anos, apresentará o musical Os Quatro Músicos, uma adaptação do conhecido conto Os Músicos de Bremen.

Já o Coro Primeira Ciranda, formado por adolescentes do Instituto Ciranda, vai interpretar canções conhecidas como Roda viva (Chico Buarque), Maria, Maria (Milton nascimento), O Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), entre outras.

Ao todo, cerca de 40 crianças e adolescentes participam do espetáculo em comemoração ao Dia das Crianças. Mostrando um pouco do trabalho que vêm desenvolvendo ao longo do ano, os jovens cantores e cantoras estarão acompanhados por músicos do Instituto Ciranda na banda base.

Ingressos e Acessibilidade

Os ingressos solidários para cada espetáculo custam R$2,00 mais um quilo de alimento não perecível. O ponto de troca é a sede do Instituto Ciranda – Casa de Bembem, localizada na rua Barão de Melgaço, número 3963, Centro Norte, em Cuiabá.

Os concertos do Instituto Ciranda dispõem de acessibilidade para pessoas com deficiência (audiodescrição e intérprete de libras).

Serviço | Espetáculos Instituto Ciranda

Orquestra CirandaMundo
Concerto: Cenas da Noite Sertaneja
Data: quarta-feira (09.10)
Horário: 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Coro Cirandinha e Coro Primeira Ciranda
Espetáculo: especial Dia das Crianças
Data: quinta-feira (10.10)
Horário: 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

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A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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