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Agronegócio

Brasil conquista 270 novos mercados em 61 países e fatura R$ 975,54 bilhões em um ano

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Desde 2023, o Brasil conseguiu abrir 270 novos mercados em 61 países, um marco significativo no comércio internacional de produtos agrícolas, fruto de um trabalho conjunto do MInistério da Agricultura (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o apoio da ApexBrasil.

Em outubro, o país registrou a abertura de 34 novos mercados em 12 países, quase atingindo o total de aberturas de todo o ano de 2019. Esse desempenho só ficou atrás do recorde alcançado em setembro deste ano, com 55 novos mercados em 14 países.

Em setembro, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram um recorde de R$ 83,30 bilhões, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2023. De outubro de 2023 a setembro de 2024, as exportações somaram R$ 975,54 bilhões, representando um crescimento de 1,8% em comparação aos R$ 957,93 bilhões registrados nos doze meses anteriores.

Essas novas oportunidades abrangem diversas cadeias produtivas, como algodão em pluma e caroço para a Arábia Saudita; sementes de milho, sorgo, soja e braquiária para o Gabão; sementes de setária para a Colômbia; amêndoas de cacau e erva-mate para a União Eurasiática (incluindo Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão); sêmen e embriões de ovinos e caprinos para Cuba; frutos secos de macadâmia para o Japão; e carne de ovinos e caprinos para o Catar.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nos últimos dez meses, o Brasil alcançou 192 novas aberturas de mercados em 48 destinos diferentes.

“A abertura de novos mercados comprova que o Brasil possui características valorizadas no cenário internacional, como sanidade, sustentabilidade, competitividade e confiança no serviço sanitário e no setor produtivo. Esse sucesso é resultado do trabalho conjunto de muitos profissionais, sob a liderança dos ministros Carlos Fávaro e Mauro Vieira, e com destaque para nossos adidos agrícolas nas negociações comerciais bilaterais. Mais de 65% das aberturas dessa gestão ocorreram em postos com adidos, e com a expansão de 29 para 40 postos, muitos outros recordes serão alcançados,” afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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