A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, cumpre, na manhã desta quarta-feira (06.11), ordens judiciais em apoio a operação deflagrada com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás.
Na operação, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva com alvo em um grupo criminoso que movimentou mais de R$ 3 milhões com a prática de estelionatos qualificados, na modalidade golpe do intermediário de vendas.
As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Primavera do Leste e Coxim (MS). Os trabalhos também contam com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
A investigação, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais, da 17ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Goiás, iniciou depois que duas vítimas residentes na cidade de Águas Lindas (GO) procurarem a unidade policial para denunciar os fatos.
Com avanço das investigações, foi possível identificar todos os suspeitos vinculados ao núcleo criminoso de engenharia social, com funções específicas para cada um dos seus integrantes.
Entre os alvos identificados, estão os que entravam em contato com as vítimas e os que estavam vinculados ao núcleo financeiro, movimentando os valores obtidos ilicitamente.
Após a análise do material apreendido, os inquéritos policiais serão remetidos ao Poder Judiciário Goiás, devendo os suspeitos serem indiciados por estelionato qualificado. Eles podem pegar uma pena que pode chegar a 8 anos de reclusão.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste. De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.