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Agronegócio

BNDES aprova R$ 500 milhões para modernizar a Ferrovia Centro-Atlântica

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a modernização da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), administrada pela VLI Multimodal S.A. A FCA é a maior ferrovia do Brasil, conectando sete estados e o Distrito Federal em seus 7.840 km de extensão, integrando as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Os recursos serão destinados à ampliação e modernização de sete pátios ferroviários, substituição de trilhos e dormentes, recuperação de pontes e instalação de passagens de pedestres, além da construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais no Terminal Integrador Guará. A iniciativa também contempla a modernização de material rodante e pagamentos de outorga.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto é estratégico para fortalecer a logística integrada e multimodal do Brasil, reduzindo custos e aumentando a competitividade. “O custo logístico no Brasil representa cerca de 11% do PIB. Com este apoio, seguiremos as diretrizes do governo Lula para aprimorar a infraestrutura logística”, destacou.

A diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, ressaltou que os investimentos promovem uma matriz logística mais sustentável e eficiente, alinhada às demandas de mercados globais dinâmicos.

Além do financiamento do BNDES, o projeto conta com a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, coordenada pelo BTG Pactual, BNDES e Banco ABC Brasil. No total, os investimentos na FCA somam R$ 3,9 bilhões, reforçando a infraestrutura ferroviária e aumentando sua capacidade de operação.

A VLI, que administra a FCA desde 2011, é uma das principais operadoras logísticas do Brasil, atendendo setores-chave como agronegócio, siderurgia e indústria. Em 2023, a empresa transportou mais de 43,8 bilhões de toneladas por quilômetro útil e movimentou 43 milhões de toneladas úteis por portos.

A modernização da FCA é essencial para o agronegócio, um dos setores que mais dependem de uma logística eficiente. A ferrovia conecta áreas produtivas a portos estratégicos, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

Desde a desestatização da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) em 1996, a FCA tem recebido investimentos robustos, que já superaram R$ 2 bilhões entre 2019 e 2023. Esses recursos viabilizaram melhorias como a aquisição de locomotivas, construção de novos terminais e geração de 10 mil empregos diretos e indiretos.

A VLI é uma holding com sócios como Brookfield, Vale, Mitsui, FI-FGTS e BNDESPar, operando uma cadeia logística integrada que conecta ferrovias, portos e terminais. A companhia busca constantemente inovação e eficiência, atendendo aos principais segmentos da economia brasileira.

Com operações multimodais que incluem o Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e terminais portuários em regiões estratégicas como Santos (SP) e São Luís (MA), a VLI desempenha um papel crucial na integração logística nacional, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da economia brasileira.

Esses investimentos reafirmam o compromisso com o crescimento do setor logístico, beneficiando diretamente o agronegócio, base do desenvolvimento econômico do país, e consolidando o Brasil como líder global na produção de alimentos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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