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MATO GROSSO

Polícia Civil de MT cumpre buscas em Rio de Janeiro e São Paulo em investigação de estelionato

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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, cumpriu, na manhã desta quinta-feira (23.1), oito mandados de busca e apreensão em residências localizadas em Nova Iguaçu (RJ) e São Vicente (SP), dentro de investigações que apuram crimes de estelionato e lavagem de capitais.

O caso teve início em 04 de janeiro de 2023, quando uma vítima foi enganada por uma pessoa que se passou por funcionário do Banco do Brasil. O criminoso obteve acesso a dados sensíveis da vítima e realizou diversas transações fraudulentas, que resultaram em um prejuízo de R$ 110 mil. Parte do valor foi transferida para a conta de um dos investigados no banco C6 S.A.

Após diligências iniciais, a equipe policial conseguiu bloquear R$ 39.846,68 na conta do infrator e identificou uma complexa rede de movimentações financeiras, envolvendo diversos suspeitos e contas bancárias. A quebra de sigilo bancário sequencial foi fundamental para rastrear o percurso do dinheiro ilícito.

Com base nas evidências, a Polícia Civil representou pela busca e apreensão e afastamento de sigilo telefônico, medidas que foram integralmente deferidas pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de (Nipo) Cuiabá. As buscas foram realizadas, nesta manhã, nas cidades de Nova Iguaçu (RJ) e São Vicente (SP).

Durante as buscas, foram apreendidos materiais eletrônicos, como celulares e computadores, que serão analisados para extração de dados relevantes às investigações. As investigações estão em andamento, e a Polícia Civil segue empenhada em identificar todos os envolvidos e recuperar os valores subtraídos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Inteligência artificial e fake news marcam debate sobre eleições

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O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui.  Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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queiroz

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