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Agronegócio

Mapa e FPA trocam farpas por causa da paralisação de recursos do Plano Safra

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O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira (21.02) que buscará respaldo técnico e legal do Tribunal de Contas da União (TCU) para liberar imediatamente os recursos destinados ao Plano Safra. A medida ocorre após a suspensão das linhas de crédito subvencionadas pelo Tesouro Nacional, devido à ausência da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.

Em coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a solução encontrada pelo governo é a edição de uma Medida Provisória (MP) para abrir crédito extraordinário, garantindo a continuidade das operações do Plano Safra.

O valor estimado para essa medida é de aproximadamente R$ 4 bilhões. Segundo Haddad, a decisão respeita o arcabouço fiscal vigente e foi discutida previamente com o TCU. “Sem essa solução, não haveria possibilidade de execução do Plano Safra, pois não há outra alternativa jurídica possível”, explicou.

A paralisação das linhas de crédito gerou reações no setor agropecuário e no Congresso Nacional. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, responsabilizou a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) pelo impasse, alegando que a demora na aprovação do orçamento comprometeu a continuidade das operações. “A FPA deveria focar na aprovação do orçamento em vez de buscar culpados. Sem um orçamento aprovado, os recursos ficam limitados”, afirmou.

Por outro lado, a FPA rebateu as críticas e apontou falhas na gestão governamental. Em nota oficial, a bancada ruralista alegou que o governo não demonstrou capacidade de articulação para evitar a suspensão do programa e que a responsabilidade pela crise é da administração federal. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), criticou a condução do Ministério da Fazenda e disse que o governo “perdeu a mão na economia”.

A expectativa é que a edição da Medida Provisória garanta a retomada do Plano Safra nos próximos dias, mas a crise entre governo e bancada ruralista pode prolongar o impasse sobre o financiamento do setor agropecuário ao longo do ano.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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