MATO GROSSO
Homenagem a mestres e lançamento de livros marcam evento do MPMT
Publicado
6 meses atrásem
Por
oestenews
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta terça-feira (09), uma homenagem a 25 membros da instituição que concluíram o Mestrado em Direito, por meio do Programa Interinstitucional MINTER, fruto da parceria entre o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).A homenagem, realizada durante o XXVI Encontro Estadual do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, representa a dedicação, superação e o compromisso de cada membro com o aprimoramento permanente da atuação ministerial, refletindo diretamente no fortalecimento da instituição e na defesa da sociedade.O coordenador do Ceaf, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, ressaltou o impacto do programa para além dos quadros do Ministério Público de Mato Grosso, mas também com reflexos diretos na sociedade.“Na medida em que nós começamos a publicar artigos científicos e influenciar a história do pensamento, na construção do pensamento jurídico, isso vai ter efeito nos julgamentos, na formação de uma unidade institucional e na formação de precedentes. Isso não é uma conquista individual, é uma conquista que reverbera em cada promotoria, em cada projeto, em cada postura que impacta na vida das pessoas e na sociedade”, destacou o coordenador do Ceaf.Representando a turma, a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello falou sobre os desafios enfrentados durante a trajetória acadêmica e agradeceu o empenho do MPMT em garantir o convênio em formato Minter. “Hoje não somos os mesmos, somos promotores de Justiça mais conscientes, mais críticos, mais capazes, mas principalmente mais comprometidos. Porque todo o conhecimento que adquirimos ali não se encerra em nós. Ele transborda e será revertido como exige nossa própria Constituição para a sociedade, para a promoção da justiça.”As homenagens foram entregues pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, coordenador do Ceaf, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade e pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Deosdete Cruz Júnior, que, enquanto procurador-geral de Justiça, foi um dos apoiadores e incentivadores da pós-graduação stricto sensu.Foram homenageados: Aldo Kawamura Almeida; Arnaldo Justino da Silva; Carlos Eduardo Pacianotto; Dannilo Preti Vieira; Eduardo Antônio Ferreira Zaque; Elton Oliveira Amaral; Eulalia Natalia Silva; Fabison Miranda Cardoso; Fânia Helena Oliveira de Amorim; Felipe Augusto Ribeiro de Oliveira; Fernanda Pawelec Vasconcelos; João Marcos de Paula Alves; Lysandro Alberto Ledesma; Marcelo Malvezzi; Matheus Pavão de Oliveira; Nathália Moreno Pereira; Nilton César Padovan; Paulo José do Amaral Jarosiski; Pedro Facundo Bezerra; Phillipe Alves de Mesquita; Samuel Telles Costa; Taiana Castrillon Dionello; Valnice Silva dos Santos; Washington Eduardo Borrére; Willian Oguido Ogama.Lançamento de livros – Após as homenagens, foram lançadas cinco obras jurídicas produzidas por membros do MPMT. A primeira, Compêndios – Diálogos Possíveis, reúne reflexões sobre educação corporativa como ferramenta estratégica para o desenvolvimento institucional, com autoria coletiva de Adriano Roberto Alves, Paulo José do Amaral Jarosiski, Augusto Lopes Santos, Cristiano de Miguel Felipini, Nilton César Padovan, José Mariano de Almeida Neto, Patrícia Eleutério Campos Dower e Renne do Ó Souza. A segunda obra, Processo e Consensualidade: Uma investigação do acordo de não persecução civil, de Taiana Castrillon Dionello, analisa o Acordo de Não Persecução Civil como instrumento moderno e democrático no enfrentamento à improbidade administrativa, com base teórica sólida e pesquisa empírica inédita. O terceiro livro, O Papel do Ministério Público no Processo Penal Democrático diante do Sistema Acusatório, de Arnaldo Justino da Silva, defende o processo penal democrático como instrumento que equilibra direitos do acusado, da vítima e da sociedade, fundamentado no sistema acusatório. A quarta obra, Entre a Omissão e a Proteção: O dever estatal de prevenir, investigar e sancionar a violência, de Fernanda Pawelec Vasconcelos, examina a dignidade da pessoa humana e o dever estatal de prevenir, investigar e sancionar a violência, destacando a impunidade como falha grave na proteção de direitos fundamentais. Por fim, A Mediação Restaurativa e a Violência Doméstica – Desafios para a efetiva proteção da vítima, de Gileade Pereira Souza Maia, analisa a mediação restaurativa em casos de violência doméstica, discutindo seus potenciais e riscos à luz da proteção integral da vítima.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça
Publicado
12 horas atrásem
junho 1, 2026Por
oestenews
Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.
Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.
Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.
Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.
“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.
A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”
Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.
“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.
A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.
“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.
A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.
“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.
Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.
“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.
A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.
“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.
Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.
“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.
Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.
Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.
“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.
Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.
A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.
Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”
Despedida
A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.
Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.
Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.
A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: imprensa@tjmt.jus.br
Publicidade
Prefeitura de Sinop e Governo de Mato Grosso realizam pesquisa e mapeam perfil dos visitantes da Exponorte 2026
Educação inclusiva em movimento: profissionais da rede municipal avançam na formação em Libras
Prefeito anuncia mudanças no primeiro escalão da Administração Municipal
Lucas do Rio Verde leva força da economia criativa para a FIT Pantanal 2026
