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Agronegócio

Brasil segue ampliando presença global nas exportações de grãos

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A nova atualização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quinta-feira (11), reforça um cenário de robusta participação do Brasil no comércio internacional de grãos, mesmo com ajustes pontuais nas estimativas da safra 2025/26. O país mantém a trajetória de expansão e consolida seu papel estratégico na oferta global de alimentos.

No caso da soja, a Conab recalibrou a projeção de produção para 177,12 milhões de toneladas, após um ajuste técnico de 478 mil toneladas — variação considerada pequena diante da dimensão da safra. Mesmo assim, o volume permanece entre os maiores já registrados, sustentando um fluxo vigoroso de exportações.

As vendas externas, agora estimadas em 112 milhões de toneladas, seguem em rota de crescimento e devem superar em 4,7% os embarques do ciclo anterior. O leve ajuste de 102 mil toneladas frente ao boletim anterior não altera o quadro central: o Brasil caminha para mais um ano histórico de participação no mercado internacional.

Prova disso é o desempenho acumulado ao longo de 2025. De janeiro a novembro, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país já enviou 104,79 milhões de toneladas de soja ao exterior — recorde absoluto para o período e indicativo de que a demanda global continua firme.

Os estoques de passagem foram atualizados para 12,92 milhões de toneladas, ainda em patamar confortável e coerente com o ritmo acelerado de exportações.

No milho, a Conab manteve as expectativas de embarques em 46,5 milhões de toneladas, sinalizando estabilidade e previsibilidade ao mercado. A estimativa reflete a boa oferta interna e também um ambiente internacional que pode favorecer o Brasil, sobretudo diante de incertezas geradas por disputas tarifárias envolvendo os Estados Unidos.

Os estoques finais, projetados em 14,06 milhões de toneladas, reforçam a condição de equilíbrio.

Mesmo com ajustes metodológicos normais no acompanhamento da safra, o tom geral do relatório é de continuidade da expansão brasileira no agronegócio. As exportações permanecem firmes, os volumes produzidos seguem entre os maiores da história e o país consolida sua posição como principal fornecedor mundial de soja e um dos líderes no comércio global de milho.

Em um cenário internacional marcado por volatilidade, o desempenho brasileiro mostra resiliência, competitividade e capacidade de resposta às demandas de um mercado global cada vez mais dependente do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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