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MATO GROSSO

Treinamento no PJe prepara novos magistrados do TJMT para a rotina digital da Justiça

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Participantes acompanham capacitação prática do PJe em laboratório de informática, com magistrados e servidores utilizando computadores e recebendo orientações do instrutor durante o treinamento.Dentro da semana de acolhimento aos novos magistrados e magistradas recém-empossados, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) segue investindo na preparação prática para o início das atividades jurisdicionais. Nesta quinta-feira (22), os juízes e juízas participaram do treinamento do Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema que concentra a tramitação dos processos judiciais no estado e é a principal ferramenta de trabalho do Judiciário mato-grossense.

Desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o PJe elimina o uso do papel e garante mais agilidade, transparência e sustentabilidade à Justiça, permitindo o acesso integral aos autos de forma online, com recursos como assinatura digital, organização por tarefas e consulta remota.

Instrutor aponta para a tela projetada e orienta participantes durante aula técnica em ambiente institucional.Capacitação voltada à prática

O treinamento foi ministrado pelo desenvolvedor de sistemas do TJMT Rosivaldo Rodrigues. Segundo ele, a capacitação foi pensada para facilitar a adaptação dos novos magistrados logo no início da carreira.

“O foco do treinamento são as tarefas específicas do perfil do magistrado, como assinatura de documentos, confecção de minutas, acesso aos autos, pesquisa de processos e organização das demandas no sistema. A ideia é que eles cheguem às comarcas já familiarizados com o PJe e sem dificuldades iniciais”, explicou.

Rosivaldo destacou ainda que o curso ocorre em um ambiente que simula exatamente o sistema que será utilizado nas varas judiciais. “É a principal ferramenta de trabalho do magistrado. O PJe permite organizar processos por tarefas, etiquetas e lembretes, além de possibilitar o trabalho remoto dentro do território nacional, o que traz mais celeridade e eficiência à prestação jurisdicional”, completou.

Expectativa dos novos juízesMulher de blusa preta e cabelos longos e lisos observa atentamente a tela do computador em sala de capacitação.

Para a juíza Isabela Ramos Frutuoso Delmondes, o treinamento é essencial para atender às demandas do interior do estado. “Esse primeiro contato é superimportante, considerando a necessidade de celeridade na prestação jurisdicional. Quanto antes aprendermos todas as ferramentas, mais úteis seremos para a sociedade”, afirmou.

Homem de terno cinza e gravata azul acompanha atividade em laboratório de informática, atento à tela do computador, durante capacitação técnica.O juiz Antônio Bertalia Neto também ressaltou a importância do apoio institucional oferecido pelo Tribunal. “O PJe é um instrumento fundamental de trabalho. O TJMT fez um investimento muito forte em tecnologia e isso reflete diretamente na qualidade da prestação jurisdicional”, disse.

Já a juíza Laís Baptista Trindade destacou a agilidade proporcionada pelo sistema. “A informatização permite decisõesMulher de cabelos lisos e longos, usando óculos, digita em computador em ambiente de sala de aula, durante atividade prática com apoio de tecnologia. mais rápidas, especialmente em tutelas de urgência, sem a necessidade de deslocamentos físicos. Isso amplia o acesso à Justiça e torna o serviço mais eficiente para a população”, pontuou.

A capacitação integra a programação de acolhimento aos novos magistrados, que seguem em treinamentos ao longo da semana, antes de assumirem efetivamente suas comarcas.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Feedback não é humilhação: saiba diferenciar

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Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Segundo o dicionário, feedback é uma palavra de origem inglesa adotada no português para indicar retorno, retroalimentação, significando o ato de dar e receber informações, comentários ou avaliações sobre o desempenho, comportamento ou resultado de uma ação.

A liderança te chama em particular para te dar um feedback sobre sua performance profissional e o que você escuta não é bem aquilo que desejava ouvir, mesmo diante de todos os seus esforços. Você fica chateado(a), se sente injustiçado(a) e até mesmo bravo(a). Isso é assédio moral? A resposta é: não! Receber feedback faz parte do mundo do trabalho e pode ajudar na condução da carreira.

É preciso entender que a vida profissional traz consigo exigências acerca de eficiência, produtividade, qualidade no serviço realizado, cumprimento de prazos e metas, sobretudo no setor público, em que o interesse público possui primazia sobre o privado. Nesse contexto, exigir essas entregas, bem como fazer críticas e avaliações sobre o trabalho e o comportamento profissional não caracterizam assédio moral, por si só.

Quer saber se sua liderança passou do ponto? Entenda que o assédio moral é causado por abuso de poder diretivo, busca incessante por cumprimento de metas inatingíveis, cultura organizacional autoritária, rivalidade, desinformação e despreparo da chefia e até mesmo inveja. Ao perceber que a conduta da liderança tem raiz em algum desses aspectos, também é preciso observar os efeitos do tratamento na pessoa que se sentiu ofendida.

Vítimas de assédio moral costumam sentir dores generalizadas, palpitações, distúrbios digestivos, pressão alta, alteração do sono, irritabilidade, crises de choro, abandono das relações pessoais, depressão, síndrome do pânico, doenças psicossomáticas, estresse e ansiedade, esgotamento físico e mental, perda do significado do trabalho, entre outros.

Todas essas informações estão no Guia de Combate ao Assédio disponibilizado pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso em sua página no portal do TJMT.

Apoio institucional – A Comissão também dispõe de um canal de manifestação, aberto a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido. Para acessar o formulário para registro da notícia do fato, basta clicar no banner da Comissão, localizado na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

Seguindo a Resolução n. 351, de 28 de outubro de 2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é garantido o sigilo e o compromisso de confidencialidade no encaminhamento da notícia de assédio ou discriminação, sendo vedado o anonimato, visando proteger o direito à intimidade e a integridade psíquica da pessoa noticiante. Também é exigido o seu consentimento expresso para qualquer registro ou encaminhamento formal do relato.

Além disso, a mesma resolução proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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