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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação contra suspeita de estelionato praticados em Cuiabá e Várzea Grande

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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (27.1), a Operação Vínculo Quebrado, para cumprir mandados judiciais de medidas restritivas diversas de prisão contra uma mulher, de 53 anos, que vinha usando o nome de seu filho prefeito para atrair investidores e aplicar golpes em vítimas de Várzea Grande e Cuiabá.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e cumpridas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEEVG).

As medidas aplicadas contra a indiciada incluem: monitoração eletrônica (tornozeleira), restrição de mobilidade internacional (apreensão de passaporte), proibição de cadastro em sistema de apostas e, bloqueio e sequestro de valores em contas bancárias, até o limite de R$ 1 milhão.

A autoridade judicial determinou ainda, a aplicação de medidas cautelares à indiciada como a proibição de frequentar determinados locais, inclusive o estabelecimento comercial de sua propriedade, se aproximar ou ter contado com as vítimas, exceto por meio de advogado. A decisão também estabeleceu o comparecimento trimestral em juízo além do recolhimento domiciliar no período noturno.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEVG) a investigada, mãe do prefeito de um município da Baixada Cuiabana, teria utilizado de forma indevida o nome do filho para angariar recursos. Segundo as apurações, ela alegava que os valores captados seriam investidos em empresas supostamente prestadoras de serviços ao município, estratégia que tinha como objetivo conferir credibilidade à captação e atrair investidores.

Ela convencia as vítimas de que administrava as empresas, supostamente vencedoras de licitações municipais. Na realidade, tratava-se de uma fraude. Segundo o delegado André Luis Prado Monteiro da Silva, considerando apenas as vítimas que representaram criminalmente contra a suspeita, o prejuízo ultrapassa R$ 913 mil.

As investigações apontaram que a investigada enganava as vítimas desde o final de 2024, com a promessa de lucros elevados. No entanto, encontrava-se severamente endividada em virtude de seu vício em jogos on-line.

Ela obteve recursos com as vítimas e com possíveis agiotas e, para reduzir as cobranças, pagava parte delas, a credores alternados, até que, no final de 2025, não conseguiu mais sustentar a farsa.

Oito vítimas já compareceram a Delegacia. A mulher foi indiciada pelo crimes de estelionato e de falsa identidade, uma vez que teria utilizado indevidamente o nome do próprio filho (que figura como vítima dessa conduta específica) para conferir legitimidade às abordagens e viabilizar a prática das fraudes

O delegado André Luis Prado Monteiro da Silva ressalta a importância de distinguir as vítimas das pessoas que emprestaram valores à investigada com juros exorbitantes. Tal prática é criminosa, e esses indivíduos podem responder por crimes tipificados na Lei de Usura e contra a Economia Popular, além de eventuais extorsões e ameaças. Para essa apuração específica, cópias dos autos foram encaminhadas à 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, onde a investigação tramita.

“O objetivo das medidas judiciais é garantir que a investigada responda o processo sem risco de fuga e assegurar, na medida do possível, o ressarcimento patrimonial às vítimas”, afirmou o delegado.

Há, ainda, o intuito de impedir que a indiciada continue com a prática de jogos, com a proibição de cadastro e uso de sistemas de apostas on-line. Procedimento regulamentado por portaria do Ministério da Fazenda ( Portaria SPA/MF nº 1.231/2024), que estabelece diretrizes de monitoramento e fiscalização de apostas.

A prisão preventiva poderá ser objeto de análise a qualquer momento durante a fase judicial, em especial se houver o descumprimento às medidas impostas.

Operação Vínculo Quebrado

O nome da operação “Vínculo Quebrado” foi escolhido pela Polícia Civil para simbolizar a traição de confiança e o rompimento dos laços sociais e afetivos que a investigada utilizava para cometer os crimes, visto que as vítimas eram pessoas do seu convívio social, profissional e familiar.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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