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Agronegócio

Farm Show 2026 de Primavera do Leste prevê R$ 2 bilhões em negócios

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A Farm Show 2026, programada para 10 a 13 de março, no parque de exposições Waldomiro Riva, de Primavera do Leste (234 km da Capital Cuiabá), em Mato Grosso, entra em sua fase final de montagem com metas ambiciosas: seguir o ritmo da última edição ao consolidar a feira como um termômetro de negócios do agronegócio no Centro-Oeste. Em 2025, a feira registrou volume superior a R$ 1,8 bilhão em negócios negociados entre expositores e compradores, segundo dados oficiais compilados após o evento.

A edição passada também atraiu dezenas de milhares de visitantes e mais de 350 expositores, reforçando a capacidade da Farm Show de congregar tecnologia, equipamentos e serviços voltados ao setor produtivo. Com base nessa performance, organizadores estimam que a edição de 2026 pode ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em negócios, apoiada pela forte procura por espaços, serviços e pela retomada gradual dos investimentos no campo.

O processo de comercialização de estandes segue avançado: segundo a organização, mais de 80% das áreas já foram vendidas a empresas de máquinas e implementos, tecnologia digital para agricultura, insumos e serviços financeiros para produtores – um sinal de confiança do mercado na capacidade de retorno econômico do evento.

A Farm Show MT, organizada pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste, reorganizou sua infraestrutura para esta edição com ênfase em logística, comunicação e experiência do público. Entre as principais mudanças estão a modernização do complexo de comunicação Farm Conect, melhorias no estacionamento e credenciamento, além de uma nova praça gastronômica e áreas de convivência reformuladas.

Além do ambiente de exposição tradicional, foi criado o Espaço Família, iniciativa com programação dedicada à integração social e à promoção do papel da mulher no agronegócio. A feira também aposta na presença de figuras públicas e influenciadores com forte apelo em redes sociais para aumentar o alcance das discussões sobre temas setoriais.

A abertura oficial da Farm Show 2026 será no dia 9 de março, em uma cerimônia restrita a convidados, com expectativa de participação de autoridades estaduais e federais. A programação ao público começa no dia 10 com a tradicional bênção na entrada principal e coletiva de imprensa com organizadores.

O evento é visto por analistas e agentes do setor como um ponto estratégico para a economia regional, não apenas pela circulação direta de recursos durante os quatro dias de feira, mas pela capilaridade nas cadeias produtivas que dependem de inovação, crédito e parcerias comerciais estruturadas nesse tipo de plataforma.

Com forte presença de empresas nacionais e internacionais, a Farm Show 2026 segue como uma das principais plataformas de articulação do agronegócio brasileiro, alinhando objetivos de curto prazo — como a comercialização de soluções para a safra — aos movimentos mais amplos de produtividade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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