Uma ampla investigação desencadeada pela Polícia Civil de Nova Bandeirantes culminou na apreensão de armas de fogo e drogas no Garimpo Juruena, distante cerca de 200 km da cidade de Nova Bandeirantes, região Norte do Estado. A ação foi deflagrada neste sábado (21.2), com apoio operacional da Polícia Militar.
Os investigados eram ligados a uma facção criminosa que vem mantendo autuação interna no Garimpo Juruena e estariam extorquindo comerciantes e garimpeiros na região.
Diante das denúncias recebidas, foi iniciada uma ampla investigação, que culminou na identificação de alguns suspeitos.
Na manhã deste sábado, duas equipes policiais Civil e Militar se deslocaram até a região. Na ocasião, uma dupla suspeita foi abordada, não respeitou a ordem de parada e fugiu em direção a uma casa.
No local, os dois criminosos atiraram contra os policiais, que reagiram. Os criminosos chegaram a ser socorridos até o Hospital Municipal de Nova Bandeiras, mas, devido à distância e condições da estrada, não resistiram aos ferimentos, indo a óbito.
“Graças ao importante trabalho investigativo dos nossos policiais, conseguimos identificar os suspeitos e desencadear a ação, em que conseguimos apreender o armamento usados por esses criminosos que vinham causando insegurança à comunidade do garimpo”, disse a delegada Renata Feijó.
Na ação foram apreendidas uma pistola, dois revólveres, além de tablete e porções de substâncias análogas à maconha e pasta base de cocaína.
Todo material apreendido, bem como os corpos dos suspeitos, foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para as devidas análises.
A Polícia Civil segue com as investigações,.com intuito de localizar e prender os demais envolvidos na prática de extorsão no Garimpo Juruena.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.