Cinquenta armas de fogo e mais de 8,8 mil munições foram apreendidas pela Polícia Civil, na sexta-feira (6.3), em Cuiabá, durante cumprimento mandado de busca e apreensão decretado no âmbito de uma investigação de violência doméstica e familiar.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). O arsenal foi localizado em uma área rural na Capital.
A vítima procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e resguardar a sua integridade. A mulher contou que vinha sendo ameaçada pelo irmão, em razão de conflitos relacionados à divisão de bens de um inventário familiar.
Conforme relato o suspeito possuía grande quantidade de armas de fogo. Diante da situação de risco e dessa circunstância que aumentava significativamente o seu temor pela própria segurança, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência.
Com base nas informações a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher representou pela ordem de busca e apreensão domiciliar que foi decretada pelo Poder Judiciário, determinando a retirada imediata do armamento da posse do investigado.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais civis da DEDM de Cuiabá com apoio da equipe da CORE apreenderam 50 armas de fogo de diversos calibres, entre fuzis, pistolas e espingardas, além de aproximadamente 8,8 mil munições.
A delegada titular da DEDM de Cuiabá, Judá Maali Marcondes, reforça que ameaças no contexto familiar configuram violência doméstica.
“As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha são instrumentos fundamentais para prevenir a escalada da violência e garantir a segurança das vítimas”, destacou a delegada.
A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (22.4), em Pedra Preta, um mandado de prisão em desfavor de um homem, de 26 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação integra a Operação Regional Rondonópolis Segura, voltada ao cumprimento de ordens judiciais e intensificação do combate à criminalidade na região.
A ordem judicial, cumprida pela Delegacia de Pedra Preta, refere-se à regressão de regime, com pena remanescente de sete anos a ser cumprida inicialmente em regime fechado, expedida pela Vara Única da Comarca de Pedra Preta.
O caso ocorreu em 2017, quando a mãe da vítima procurou a Polícia Civil para relatar abusos praticados contra sua filha, que à época tinha 12 anos, enquanto o autor tinha 18 anos.
De posse do mandado judicial, a equipe policial deu início a diligências investigativas com o objetivo de localizar e prender o condenado, que se encontrava foragido. Após levantamento de informações, ele foi localizado na região da Vila Garça Branca, distrito de Pedra Preta.
Ele foi preso e não ofereceu resistência. Em seguida, foi conduzido à sede da Delegacia de Pedra Preta, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.
“A ação evidencia o empenho investigativo da Polícia Civil no cumprimento de ordens judiciais e na responsabilização de autores de crimes graves, reforçando o compromisso institucional com a proteção de vítimas em situação de vulnerabilidade e a garantia da justiça”, destacou o delegado Fabricio Garcia Henriques.