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POLÍCIA

Operação cumpre sete mandados contra envolvidos em sequestro e extorsão de empresário em Várzea Grande

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Organizado (GCCO), deflagrou nesta quinta-feira (25.05) a primeira fase da Operacão Cupiditas para cumprimento de sete mandados judiciais de prisão e de buscas contra envolvidos no sequestro de um empresário em Várzea Grande.

As investigações da GCCO tiveram início na primeira quinzena deste mês para apurar o crime de extorsão mediante sequestro de um empresário de 41 anos, ocorrido no dia sete de maio.

A vítima foi levada de sua residência, junto com a esposa, que depois foi liberada. O cativeiro era uma casa no bairro Novo Mundo, em Várzea Grande, onde a vítima foi torturada pelos criminosos, que exigiam da família a quantia de 2 milhões de reais como pagamento.

Corredor da casa onde a vítima foi mantida durante dois dias

A GCCO efetuou investigações ininterruptas a fim de preservar a integridade física da vítima, que foi localizada no dia 09 de maio. Um dos suspeitos que foi encontrado no cativeiro, Daniel Vitor Conde da Cruz, de 37 anos, entrou em confronto com policiais militares e foi a óbito no Pronto-Socorro municipal.

A vítima foi encontrada com mãos e pés amarrados, vendada e amordaçada. Nos fundos da casa foi aberta uma cova, onde os criminosos torturavam a vítima dizendo que ali iam enterrá-la.

A GCCO prossegue na investigação para identificar outros envolvidos, sendo que a primeira fase da operação cumpre dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.


Veículo usado para transportar a vítima ao cativeiro

O cumprimento das ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande conta com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Cupiditas significa ganância ou avareza em latim.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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