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POLÍTICA

CST de Apoio ao Empreendedorismo recebe presidente da Fapemat

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Em sua terceira reunião de trabalho, realizada na manhã de hoje (19), a Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas recebeu o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Ferreira.

Ferreira falou sobre as parcerias e investimentos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no estado. “Nos últimos quatro anos a Fapemat investiu 60 milhões em pesquisa, inovação e popularização da ciência e bolsas de formação”, destacou. O foco principal, segundo ele, tem sido a aproximação das empresas com as universidades. “O que nós queremos é isso: que as empresas tenham esse centro de inovação também. E as universidades têm esse potencial de contribuir”, afirmou.

Uma das demandas apresentadas ao presidente da Fapemat foi sobre a falta de publicidade dos editais e de orientações para micro e pequenos empreendedores para acesso às parcerias. Para a melhoria, ele afirmou que a instituição está investindo muito no aprimoramento das redes sociais e página da web, mas que o grande diferencial são os agentes de inovação, contratados por meio de seleção pública. Eles atuam na prospecção e acompanhamento dos projetos junto às entidades e empresas.

Quanto aos projetos para este ano, ele adiantou que a Fapemat já trabalha nos editais do programa Inova Amazônia, em parceria com o Sebrae Nacional. A iniciativa visa potencializar o empreendedorismo em biotecnologia na Amazônia, aliada à inovação tecnológica e conservação ambiental. “Nessa edição, cada estado poderá selecionar até 40 projetos que receberão uma bolsa mensal de até R$ 6.400”, explica.

Outro edital previsto para o segundo semestre trata da 3ª edição do Prêmio Inova Mato Grosso, que contemplará 20 empresas de micro, pequeno e médio portes que tenham produtos, serviços ou processos inovadores. “Para este ano o orçamento será de R$ 8,5 milhões, distribuídos em prêmios de 400 mil para fomentar novos projetos tecnológicos e viáveis”, adiantou.

Segundo o presidente da CST, Cléber Ávila Ferreira, a reunião foi muito produtiva e ajudou a esclarecer dúvidas e dar visibilidade ao trabalho da fundação. “A Fapemat faz um brilhante trabalho, mas a comunicação é mais direta com a comunidade acadêmica.  Quando falamos de aproximar a Fapemat da iniciativa privada, precisamos pensar de que forma fazer essas informações chegarem mais facilmente aos empreendedores”, afirmou.

Segundo ele, existem diversas empresas com ótimas propostas que podem contribuir com o desenvolvimento da economia, mas que desconhecem os caminhos para obter investimentos que auxiliem no desenvolvimento. “A intenção é que esse espaço da CST contribua para sensibilizar a Fapemat da importância de ir além desse dueto com as universidades e ampliar o diálogo com toda sociedade de uma forma mais ampla”, complementou o Ferreira.

O próximo encontro será no dia 3 de julho, às 10h. Os convidados são a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Ministério de Ciência e Tecnologia e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Mato Grosso (Seciteci).

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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