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POLÍTICA

Relatório de Ação Governamental de 2022 é apresentado em audiência nesta quinta (22)

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A Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), realizou audiência pública de apresentação do Relatório de Ação Governamental (RAG) do exercício do ano de 2022 do Plano Plurianual (2020-2023), na tarde desta quinta-feira (22). O secretário-adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag/MT), Sandro Brandão, apresentou dados do documento e destacou o bom desempenho do Executivo estadual no cumprimento de metas.

“O mais importante é que, de uma maneira geral, a performance do governo foi muito boa na realização de suas ações. No eixo de qualidade de vida da população, em que estão nossas secretarias finalísticas mais estruturantes como saúde, educação, segurança, as ações estão com avaliação de bom e ótimo. Isso deixa a gente muito feliz, porque são as ações que a gente faz as entregas mais importantes sociedade”, afirmou Brandão.

Ao todo, o relatório traz informações sobre ações do governo em cinco eixos, como “Qualidade de vida para os mato-grossenses”, “Mato Grosso desenvolvido e sustentável” e “Gestão Pública moderna e eficiente”. No primeiro eixo, Sandro Brandão destacou ações como realização de 235 transplantes, 387 projetos esportivos apoiados, 72 mil atendimentos de fomento à política de cultura, 108 mil atendimentos realizados pela Polícia Judiciária Civil de violência contra a mulher e cerca de 4,4 mil atendimentos do tipo feitos pela Polícia Militar do estado. 

O presidente da CFAEO, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), avaliou que o grande número de atendimentos no enfrentamento à violência de gênero revela que o estado ainda tem um grande desafio para diminuir a cultura que motiva esse tipo de crime. “Ainda temos uma sociedade agressiva, que não respeita os direitos das mulheres”, ponderou o parlamentar. 

Avallone também pediu que a apresentação dos dados seja mais clara e acessível à população em geral. “O relatório diz que foram 537 diárias na saúde mental, mas quantas pessoas foram atendidas, em que municípios?”, questionou. O deputado também quer que a sociedade participe das audiências e acompanhe o orçamento do estado. 

O relatório completo do 3º exercício do PPA (ano 2022) pode ser acessado no site na Seplag. Veja neste link (RAG 2022). Segundo Brandão, o documento é extenso, mas o cidadão pode facilmente encontrar as informações de seu interesse. “O relatório anual de gestão, não só o de 2022, mas de todos os anos anteriores você consegue visualizar nesse endereço”, completou o adjunto.

Plano Plurianual — É instrumento normativo que materializa o planejamento por meio de programas e ações. Com base neste Plano Plurianual (PPA) que se definem as metas e prioridades que, constando da Lei de Diretrizes Orçamentárias a cada exercício, nortearão a elaboração da respectiva Lei Orçamentária Anual (LOA).

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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