Os parlamentares afirmam que as conversas apontam que Jean Lawand tentou inflar Mauro Cid a convencer Bolsonaro a tentar um golpe de Estado. Eles ressaltam que o coronel quebrou uma determinação da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o silêncio em casos que podiam incriminar, mas determinou que falasse a verdade sobre outros temas.
“Ao ser questionado pelos parlamentares presentes na CPMI na data mencionada, o Denunciado mentiu ao distorcer suas próprias mensagens, afirmando que seu objetivo seria apenas de apaziguamento e que não possui conhecimento jurídico suficiente para trazer maiores elementos sobre possíveis crimes do ex-Presidente Bolsonaro”, afirmam os parlamentares.
“Quanto à ordem que o depoente esperava que o Presidente da República desse ao Exército Brasileiro, o inquirido respondeu que seria apenas uma mensagem que o Presidente deveria enviar à população que estava inconformada, para apaziguar os ânimos. […] Ora, uma mensagem apaziguadora do Presidente da República para acalmar os ânimos da população e reconhecer o resultado das eleições seria positiva e republicana, que não necessitava ser oculta, denotando depoimento incompatível com a verdade”, completam.
Os deputados acusam Lawand de manipular o depoimento para convencer os parlamentares de que não há participação nos atos golpistas. Eles ressaltam que o coronel estava na ativa quando enviou as mensagens e que não é possível ignorar o ‘nível de institucionalidade da conversa’.
“Vide que a interpretação a ser dada ao depoimento do noticiado, para fins de se constatar o falso testemunho, deve levar em conta que há um nível de institucionalidade nas conversas, uma vez que se tratou de um diálogo de um Coronel da ativa, em função relevante, conversando com outro Coronel, ajudante de ordens de contato direto com o Presidente da República”.
“O Coronel manipula seu discurso com o objetivo de tergiversar a ordem constitucional e encontrar subterfúgios para suas mentiras no âmbito da CPMI e se furtar da responsabilidade de dizer a verdade enquanto testemunha”, acusam os parlamentares.
Mensagens golpistas
Nas mensagens, o coronel propunha a Cid que Bolsonaro agisse para que as Forças Armadas impedissem a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lawand afirmou ser necessário que Bolsonaro determinasse a arquitetação de um plano golpista contra a posse de Lula.
“Cid, pelo amor de Deus, o homem [Bolsonaro] tem que dar a ordem. Se a cúpula do EB [Exército Brasileiro] não está com ele, da divisão para baixo está. Assessore e dê-lhe coragem”, diz Jean Lawand Junior.
“Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara”, completa.
Lawand ainda envia a Cid um texto encaminhado por outro membro do Exército em que alerta para a necessidade de ação de Jair Bolsonaro.
“De moto [sic] próprio o EB nada vai fazer porque será visto como golpe. Então, está nas mãos do PR [presidente]”, diz mensagem encaminhada por Lawand.
“Cid, pelo amor de Deus, o homem [Bolsonaro] tem que dar a ordem. Se a cúpula do EB [Exército Brasileiro] não está com ele, da divisão para baixo está. Assessore e dê-lhe coragem”, diz Jean Lawand Junior.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!