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POLÍTICA

Câmara das Causas Indígenas promove visita à Faculdade Intercultural em Barra do Bugres

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A primeira Faculdade Indígena Intercultural (Faindi) do Brasil nasceu em Mato Grosso, no município de Barra do Bugres. Ela foi visitada nesta segunda-feira (10) pelos membros da Câmara Setorial Temática (CST) das Causas Indígenas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que tem o deputado Carlos Avallone (PSDB) como presidente. A Faindi é vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Barra do Bugres, local onde ocorreu uma reunião da CST com participação do corpo pedagógico, alunos e ex-alunos da Faculdade. 

Um deles é Pedro Nazokemai, indígena Paresi morador da aldeia Rio Verde (região de Tangará da Serra). Pedro foi aluno de graduação da primeira turma da Faindi, inaugurada em 2001, e depois passou por especialização e mestrado na instituição. “Entrei e não parei mais. Em 2007, me tornei professor concursado do estado e tenho anos de atuação na escola da aldeia, participando diretamente da educação de crianças, jovens e adultos. Aguardo a abertura de turmas de Doutorado para me capacitar ainda mais”, afirmou Pedro.

De 2001 até agora, 567 pessoas receberam diploma de graduação pela Faindi, em cursos como Pedagogia e Licenciatura Intercultural Indígena. A Faculdade recebe indígenas de todo o estado para realização de etapas mensais, cada uma delas com quatro módulos, período em que os alunos ficam distantes de suas casas. Para que eles possam realizar o curso, a instituição garante alojamento, alimentação e assistência médica. 

Foto: Helder Faria

De acordo com o diretor da Faindi, José Wilson Pires Carvalho, um dos desafios é proporcionar as condições básicas aos alunos para tornar menos difícil a caminhada de estudos. “Temos alunos que, a cada etapa, percorrem mais de mil quilômetros para chegar aqui. A locomoção é garantida por uma parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e nós precisamos melhorar a recepção aos alunos, o que não é fácil por conta da limitação de recursos”, disse o diretor.

Segundo ele, a Faculdade tem planos de melhorias e expansão, mas o orçamento de aproximadamente R$ 100 mil ao ano faz as ações acontecerem a passos lentos. Uma das demandas atuais é a conclusão da reforma do alojamento e refeitório, visitados pelos membros da CST nesta segunda. 

O deputado Carlos Avallone, que também preside a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da ALMT, se comprometeu a discutir com os demais deputados a possibilidade de incremento de recursos para a Faindi nos próximos projetos orçamentários que passarem pela Casa de Leis, além de buscar outras iniciativas para fortalecer financeiramente a instituição. 

Entre as demandas citadas ao longo da reunião está a criação de bolsas para os estudantes do Mestrado, como as concedidas pelos programas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e a realização de concurso para docente indígena em Mato Grosso, uma vez que o último certame ocorreu em 2007.

A professora Tereza Cristina Paresi, graduada pela Faindi em 2016, destacou a importância da instituição para o fortalecimento das etnias mato-grossenses. “Antes de tudo, é a realização de um sonho ter uma faculdade pensada para as nossas particularidades sociais e culturais. No mais, o estudo nos permite crescer como protagonistas na luta por direitos”, disse a professora.

Próximas turmas – A Faculdade Indígena Intercultural (Faindi) de Mato Grosso se prepara para receber novas turmas. Estão abertas inscrições para o processo seletivo que preencherá 30 vagas para o curso de Pedagogia, 90 para Licenciatura (que inclui Ciências Sociais, Ciências Matemáticas e da Natureza, Línguas, Artes e Literatura) e 50 para a primeira turma do curso de Enfermagem. Para o deputado Avallone, a abertura das turmas é um sinal de que os avanços já começaram.

“Em mais de vinte anos de existência, a Faindi formou 567 pessoas. Levando esse número em conta, a oferta de 170 vagas de uma só vez tem muito a dizer. Vamos fazer a interlocução com os demais parlamentares e outros parceiros para garantir a continuidade desse momento de expansão”, explicou Avallone.

De acordo com a direção da Faindi, as novas turmas serão possíveis graças à assinatura de termos de cooperação com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no valor de R$ 8 milhões, e com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), no valor de R$ 5 milhões. Esses aportes, no entanto, serão usados para custear os cursos do começo ao fim, o que não diminui a necessidade de ampliar a dotação orçamentária da instituição para possibilitar outros investimentos.

CST – Instalada em 20 de março deste ano, a CST das Causas Indígenas tem por objetivo promover levantamentos técnicos, estudos, pesquisas e análises sobre as etnias presentes em Mato Grosso. A relatora é Rosângela Saldanha Pereira, que também esteve presente nas atividades realizadas em Barra do Bugres, nesta segunda-feira.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

ALMT aprova financiamento de R$ 15 milhões para reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá

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Com dispensa de pauta, os deputados aprovaram, durante a sessão desta quarta-feira (22), a Mensagem 73/2026, referente ao Projeto de Lei 481/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), de Cuiabá. A proposta segue agora para sanção do governo do estado.

Os recursos serão viabilizados por meio da Desenvolve MT, com verbas do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDES), e destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos e modernização do espaço comercial, destruído por um incêndio em julho de 2024.

O projeto prevê condições facilitadas de pagamento, com juros baseados no IPCA mais 2% ao ano, prazo de até dois anos de carência e até cinco anos para quitação. A garantia será feita por meio da cessão de receitas da própria associação, como taxas condominiais.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Inúmeros comerciantes do Shopping Popular acompanharam a votação da galeria do Plenário, momento em que presidente da ACSP, Misael Galvão foi convidado para usar a tribuna e destacar a luta pela reconstrução e o impacto social.

“Vivemos uma tragédia que atingiu centenas de famílias, mas nunca desistimos. Com união, apoio dos deputados e sensibilidade do governo, estamos reconstruindo o Shopping Popular, que não pertence a uma pessoa, mas é um patrimônio de Cuiabá e de Mato Grosso”, afirmou Galvão.

Na justificativa da Mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta ressaltou o alcance social da medida.

“Este financiamento representa o compromisso com a reconstrução do Shopping Popular e com centenas de famílias que dependem dessa atividade, fortalecendo a economia local e promovendo inclusão social”, diz trecho do documento.

Com a realização de três sessões para a limpeza da pauta, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), enfatizou a importância da força-tarefa à aprovação da proposta.

“É uma medida importante para garantir a retomada das atividades do Shopping Popular e dar condições para que os trabalhadores reconstruam seus negócios com dignidade”, afirmou.

O deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou o esforço coletivo para viabilizar o projeto.

“Foi um trabalho conjunto desta Casa, com vários parlamentares envolvidos. Agora, com a aprovação, o Shopping Popular será reconstruído e voltará ainda melhor para todos os cuiabanos”, disse.

Da mesma forma, o deputado Alex Sandro (Republicanos) reforçou a união dos parlamentares em torno da proposta.

“Quando a população ganha, não é um ou dois deputados, é toda a Assembleia. O esforço é coletivo para garantir que esse recurso chegue e beneficie quem mais precisa”, pontuou.

O deputado Sebastião Rezende destacou a perseverança dos trabalhadores do local. “Esse é um exemplo de resiliência e determinação. Vocês não desistiram e agora terão condições de reconstruir com mais dignidade, ampliando a geração de emprego e renda”, afirmou.

Presidindo a sessão, o deputado Wilson Santos (PSD) relembrou o processo histórico de organização do comércio ambulante em Cuiabá e a origem do Shopping Popular.

“Esse espaço é fruto de um trabalho construído ao longo de décadas para organizar o comércio informal e garantir dignidade aos trabalhadores. Hoje, estamos dando mais um passo importante nessa trajetória”, destacou.

A proposta também permite o acréscimo de recursos por meio de emendas parlamentares e estabelece que a liberação do financiamento será feita conforme o avanço das obras, com pagamento direto aos fornecedores, garantindo maior controle e transparência na aplicação dos recursos.

Ordem do Dia – Com 45 propostas em pauta, 26 propostas foram aprovadas, sete com parecer contrários foram arquivadas e quatro tiveram pedido de vista.

Além do empréstimo para o Shopping popular, os deputados aprovaram, em redação final, o Projeto de Lei 723/2025, que altera a legislação sobre criação e transporte de abelhas-sem-ferrão no estado, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) e o Projeto de Lei 12/2024, que institui o programa “Meu Primeiro Emprego”, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB).

Também aprovaram o Projeto de Lei Complementar 23/2026, sobre fiscalização de produtos de origem florestal e o Projeto 1983/2024, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (Novo), com coautoria dos parlamentares Dilmar Dal Bosco (União) e Gilberto Cattani (PL), que trata da ocupação do solo no entorno do reservatório do APM Manso.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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