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Economia

Reforma tributária: Senado vai ‘deixar texto mais redondo’, diz Haddad

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que reforma pode mudar no Senado
Valter Campanato/Agência Brasil – 04/04/2023

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que reforma pode mudar no Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (11) que a reforma tributária deve passar por modificações no Senado, sobretudo para “aparar as arestas” das mudanças de última hora realizadas na Câmara dos Deputados.

“A gente está lendo com calma o texto final da Câmara. Eu entendo que o Senado tem o papel de deixar o texto mais redondo, mais leve, com menos exceções. Porque aí fica um texto limpo, cristalino, que não dá problema de judicialização no futuro”, afirmou o ministro.

Haddad acrescentou que a Câmara incorporou na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, aprovada na Casa na última semana , “60% da PEC 110”, texto também referente à reforma tributária que surgiu no Senado. “Aquela preocupação que os senadores tinham de deixar uma marca, a marca já está dada”, declarou.

Na manhã desta terça-feira, Haddad se reúne com o presidente do Senado , Rodrigo Pacheco, com quem vai tratar sobre a reforma tributária. Segundo o ministro, um dos assuntos do encontro deve ser a relatoria da PEC na Casa. “Nós podemos conversar sobre critérios de escolha do relator, que podem ajudar na tramitação”, disse.


Reforma tributária fatiada

Questionado sobre a possibilidade da reforma tributária ser fatiada no Senado, conforme apontou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), Haddad disse que “não diria fatiamento”.

“Acho que a PEC pode ser promulgada completa, com tudo aquilo que é fundamental. Uma coisa ou outra não precisa necessariamente ser decidida agora. Tem questões muito particulares que não deveriam impedir o principal de vingar como consenso”, afirmou o ministro.

“As inovações de última hora geram uma preocupação maior porque elas foram pouco debatidas. Não é problema o Senado promulgar uma PEC que seja de consenso e deixar aquilo que é eventualmente controverso para uma outra oportunidade. Ninguém está impedindo ninguém de debater, mas acho que a reforma tributária é importante demais para fazer de uma questão como essa [mudanças de última hora na Câmara] um impedimento da gente avançar no que é essencial e foi celebrado pelo país todo”, disse Haddad.

Fonte: Economia

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Economia

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bi de valores a receber

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Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de julho, divulgou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,67 bilhões, de um total de R$ 16,23 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 22.201.251 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 22 milhões, isso representa apenas 32,8% do total de 67.691.066 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que já retiraram valores, 20.607.621 são pessoas físicas e 1.593.630, pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.878.403 são pessoas físicas e 3.611.412, pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,01% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,32% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,88% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em julho, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 270 milhões.

Melhorias

A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Expansão

Desde a última terça-feira (3), o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não pode ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.

Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.

Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.

Fontes de recursos

No ano passado, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

Fonte: EBC Economia

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queiroz

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