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Agronegócio

Embrapa cria milho resistente a lagartas e herbicidas que pode aumentar a produtividade

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A Embrapa, em colaboração com a Semeali Sementes, anunciou o desenvolvimento de um novo híbrido de milho transgênico, o XB 3042 VTPRO2, que une características importantes de tolerância a lagartas e resistência ao herbicida glifosato.

A versatilidade desse novo cultivar permite o seu uso em diferentes níveis de tecnologia e práticas de manejo, aumentando a eficiência na produção. O XB 3042 VTPRO2 se destaca por seu alto rendimento de grãos, ciclo precoce, boa sanidade foliar e de espigas.

Isso resulta em plantas saudáveis e livres de doenças, proporcionando maior estabilidade na produção e resistência a estresses ambientais, sendo benéfico para os agricultores que desejam cultivar duas safras em um único ano – a primeira safra e a safrinha.

Uma das características-chave do híbrido é a sua capacidade de reduzir o ataque de lagartas, o que facilita o controle de insetos-praga que costumam prejudicar as lavouras de milho.

Com isso, os agricultores podem reduzir o uso de inseticidas, minimizando os impactos ambientais e os custos associados ao controle de pragas.

Além disso, o XB 3042 VTPRO2 é resistente ao glifosato, um herbicida amplamente utilizado na agricultura para o controle de plantas daninhas, o que facilita o manejo e aumenta a eficiência na produção.

A parceria entre a Embrapa e a Semeali Sementes foi fundamental para o desenvolvimento desse híbrido inovador. A combinação do conhecimento técnico-científico da Embrapa com a experiência comercial e produtiva da Semeali resultou em um produto adequado para o plantio em ambas as safras.

Roberto Trindade, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, ressaltou a importância dessa parceria, enfatizando que a união da competência técnica da Embrapa com a expertise de mercado da Semeali permite aos agricultores acessar as mais modernas tecnologias do setor, contribuindo para o crescimento sustentável do agronegócio.

Marcos Antoniali, diretor comercial da Semeali Sementes, também destacou a relevância do XB 3042 VTPRO2 para o setor agrícola, oferecendo aos agricultores a oportunidade de melhorar seus resultados e enfrentar os desafios do campo de maneira mais eficiente e sustentável.

Essa parceria tem permitido avanços significativos no desenvolvimento de cultivares de milho mais produtivas e sustentáveis, abrindo um horizonte de possibilidades para o agronegócio e beneficiando tanto os agricultores quanto a sociedade.

O novo híbrido XB 3042 VTPRO2, com suas características únicas e recomendado para produção de grãos em diferentes safras, promete ser uma valiosa adição ao mercado agrícola brasileiro, contribuindo para aumentar a produtividade e a sustentabilidade do setor.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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