quinta-feira, 30 de julho de 2026
MUNDO

Países da OTAN ficam alerta com bombardeiros russos

Reunião dos Ministros da Defesa da OTAN com grupo de Contato de Defesa da Ucrânia
NATO North Atlantic Treaty Organization – 12.10.2022

Reunião dos Ministros da Defesa da OTAN com grupo de Contato de Defesa da Ucrânia

O norte da Europa ficou alerta nesta segunda-feira (14), após uma operação de patrulhamento aéreo com bombardeiros e caças russos. A ação motivou três países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) — Dinamarca, Holanda e Reino Unido — a moverem esforços para interceptar as aeronaves russas que testem os limites do espaço aéreo.

A interceptação não é algo incomum, com incidentes ocorrendo praticamente toda semana em pontos de atrito entre grandes potências. Entretanto, o escopo da mobilização acabou ganhando os holofotes, uma vez que as tensões entre a Rússia e o Ocidente vem crescendo devido à Guerra da Ucrânia.

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, durante um período de sete horas, bombardeiros estratégicos Tu-160, Tu-95MS e Tu-22M3 — aeronaves com capacidades nucleares — e caças Su-27, Su-35 e MiG-3, estiveram sobrevoando céus internacionais. As localidades atingiram uma região ampla, com patrulhas no Báltico, mar da Noruega, mar de Barents e sobre a Sibéria Oriental. Entretanto, o alerta surgiu com o patrulhamento sobre as águas protegidas pela OTAN.

A Dinamarca acionou caças F-16 para a interceptação de dois Tu-95, que desviaram do território. A Holanda também acionou dois F-16 para evitar a invasão do próprio espaço aéreo. Entretanto, Copenhague diz que os patrulhamentos russos não chegaram a sobrevoar o país.

O Reino Unido, por sua vez, acionou dois caças Eurofighter Typhoon da Escócia, e um avião de reabastecimento aéreo, para acompanhar dois Tu-95.

A Rússia diz que interceptou um avião de patrulha e vigilância marítima P-8A Poseidon norueguês, que estaria se aproximando do espaço aéreo na região do Ártico, acionando um MiG-29 da Frota do Norte. A aeronave norueguesa foi afastada.

Fonte: Internacional