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POLÍCIA

Polícia Civil prende nove integrantes de organização criminosa envolvida em homicídio em Juína

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Nove pessoas, entre elas dois menores, suspeitos de participação em um homicídio ocorrido no último sábado (12.08) em Juína (935 km a nordeste de Cuiabá) foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na manhã de terça-feira (15.08), após serem flagrados em uma residência no bairro Módulo 06, no município.

Os sete suspeitos maiores de idade foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Os dois adolescentes, de 16 e 17 anos, responderão por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.

O crime que vitimou Bruno Oliveira da Silva, de 30 anos, ocorreu na madrugada de sábado (12.08), em um bar no bairro Módulo 05. Na ocasião, a vítima havia pedido uma bebida no bar, quando chegaram dois homens armados, chamaram a vítima pelo nome e efetuaram os disparos.

A prisão dos suspeitos e apreensão dos menores ocorreu após os policiais da Delegacia de Juína receberem informações de um dos autores do homicídio que estaria escondido na residência de um comparsa, onde também estariam outros integrantes da facção criminosa.

O dono da referida residência era considerado foragido da Justiça e estava com mandado de prisão em aberto, expedido pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

Diante dos fatos, os policiais foram até a residência onde foram localizados diversos integrantes da organização criminosa, entre eles, o dono da casa que era considerado foragido. Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito investigado pelo homicídio tentou fugir, pulando os muros, mas acabou detido pela equipe policial.

Também foi localizado na casa, o outro envolvido no homicídio, identificado como autor dos disparos contra a vítima. Junto ao grupo criminoso, foram apreendidas três armas de fogo, sendo duas pistolas 9mm com numeração adulterada e uma espingarda calibre 12, além de diversas munições de diferentes calibres.

Em continuidade às buscas na residência, foram apreendidas porções de pasta base de cocaína e cocaína, além de outras munições e os aparelhos celulares encontrados em posse dos suspeitos.Diante das evidências, o grupo foi conduzido à Delegacia de Juína junto aos materiais apreendidos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binotti Filho, os suspeitos confessaram ser membros de uma organização criminosa e que estavam na cidade com objetivo de executar membros de uma facção criminosa.

“Essas informações, aliadas às armas apreendidas e ao homicídio da vítima, corroboram com os elementos levantados nas investigações da Polícia Civil, sendo que a prisão dos suspeitos possivelmente evitou outros homicídios que ocorreriam na cidade”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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