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POLÍCIA

Babá é presa em flagrante pela Polícia Civil por negligência que resultou na morte de bebê

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta semana, em Lucas do Rio Verde, uma babá investigada pela morte de um bebê de sete meses, no Distrito de Primaverinha. O flagrante foi homologado pelo pelo Poder Judiciário local, após audiência de custódia neste sábado (26).

Conforme a apuração da Delegacia de Lucas do Rio Verde, a mulher de 43 anos, residente no distrito, cuidava do bebê há, aproximadamente, dois meses. A família da criança notou comportamentos não usuais ao buscá-lo na casa da babá, contudo, nada que tivesse chamado a atenção.

Na quinta-feira (24.08), o bebê foi deixado na casa da babá, sem lesões ou machucados. Porém, por volta das 08h30 da manhã, a criança começou a apresentar sinais de que não estava bem, mas a ajuda médica foi chamada somente por volta das 11h e a vítima foi encaminhada para a cidade de Lucas do Rio Verde, onde a morte foi atestada às 12h.

A equipe da Delegacia da Polícia Civil foi chamada ao hospital pois a criança não apresentava de histórico de doença grave, mas estava com lesões apontadas pelo médico da unidade Após diligências investigativas, a apuração concluiu que houve negligência da babá em procurar ajuda médica adequada e a tempo, o que impactou diretamente na morte do menor.

A mulher foi autuada em flagrante na Delegacia de Lucas do Rio Verde pelo crime de homicídio culposo. Neste sábado, ela passou por audiência de custódia e a prisão em flagrante foi homologada pelo juízo da Comarca, que definiu pagamento de fiança.

A delegada Ana Caroline Mortoza Lacerda explicou que as investigações prosseguirão e apenas a conclusão da perícia da Politec poderá determinar a causa da morte do bebê e se houve dolo por parte da investigada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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queiroz

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