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Agronegócio

Brasil se torna o primeiro país do mundo a exportar frango para Israel

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O Brasil conquistou um mercado histórico para exportação de carne de frango, ao se tornar o primeiro país do mundo a fornecer esse produto para Israel.

Essa conquista, que ressalta a credibilidade e a confiança no agronegócio brasileiro, foi anunciada oficialmente durante uma coletiva de imprensa em Brasília.

Israel, conhecido por ser um dos maiores consumidores per capita de carne de frango do mundo, demonstrou um interesse crescente em cortes de maior valor agregado, como o peito de frango e o popular “shawarma”, que é uma carne grelhada tradicionalmente servida em sanduíches.

O acordo de exportação agora permite que o Brasil atenda a essa demanda específica, aumentando as oportunidades de negócios e fortalecendo ainda mais os laços comerciais entre os dois países.

O sistema brasileiro de defesa agropecuária também desempenhou um papel crucial nesse marco histórico, pois garante que os produtos atendam aos mais altos padrões de segurança alimentar.

Esse reconhecimento da competência brasileira na produção e exportação de carne de frango fortalece ainda mais a posição do Brasil como um grande jogador no mercado global de alimentos.

Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária estão em Israel, onde mantiveram, ao longo da semana, reuniões com autoridades sanitárias locais e realizaram visitas a estabelecimentos produtivos para coletar informações sobre o processo de produção “kosher” (adequado aos preceitos do judaísmo), ao qual as empresas exportadoras para Israel deverão aderir.

O abate e o processamento “kosher” não afetam a inocuidade dos produtos nem o cumprimento de preceitos de bem-estar animal.

A abertura do mercado israelense é resultado da estreita coordenação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o setor privado nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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