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Agronegócio

Puxada pelo agronegócio, balança comercial atingiu recorde de US$ 9,767 bilhões em agosto

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A balança comercial brasileira atingiu um marco histórico em agosto, registrando um superávit de 9,767 bilhões de dólares, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta sexta-feira (01.09).

Esse é o maior saldo para o mês de agosto desde o início da série histórica em 1989. E 137,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

O desempenho excepcional desse mês pode ser atribuído a um aumento de 1,4% no valor das exportações em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo um impressionante recorde de 31,211 bilhões de dólares. Enquanto isso, as importações experimentaram uma significativa queda de 19,6%, totalizando 21,444 bilhões de dólares.

O número do mês foi puxado por uma alta de 16,2% no valor das exportações agropecuárias, com destaque para soja, milho e café. Foram registrados recuos de 3,9% nos embarques da indústria de transformação e de 0,3% na indústria extrativa.

Esse resultado demonstra a resiliência e a competitividade da economia brasileira no cenário global, impulsionada pelo agronegócio. A alta nas exportações reflete a demanda contínua por produtos brasileiros, incluindo commodities agrícolas, minerais e manufaturados. Essa diversificação de produtos exportados contribuiu para a sustentação do superávit.

As exportações brasileiras têm se beneficiado de preços favoráveis ​​no mercado internacional, juntamente com uma crescente demanda global por alimentos e matérias-primas. Além disso, o país tem mantido esforços para abrir novos mercados e fortalecer relações comerciais com parceiros internacionais, impulsionando ainda mais suas exportações.

Por outro lado, a queda nas importações em agosto pode estar relacionada a fatores econômicos e de mercado, como a desaceleração da demanda interna e flutuações nos preços das commodities importadas. Essa redução nas importações pode ser um reflexo das estratégias de contenção de gastos e ajustes nas políticas comerciais do país.

A performance da balança comercial em agosto está alinhada com as expectativas do mercado, conforme indicado por pesquisas econômicas anteriores. No mesmo período de 2022, o Brasil já havia registrado um superávit positivo de 4,1 bilhões de dólares, evidenciando a contínua melhoria nas contas externas do país.

Esse superávit robusto contribui para fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional, aumentando as reservas cambiais e promovendo a estabilidade econômica. O governo brasileiro está comprometido em continuar promovendo políticas que impulsionem o comércio exterior e contribuam para o crescimento sustentável da economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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