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Cuiabá

Relatório revela série de irregularidades e rombo de R$183 milhões na gestão da saúde pública pelo gabinete de intervenção

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No período de meados de março ao dia 31 de agosto de 2023, o gabinete de intervenção que administra a Saúde Pública em Cuiabá acumula uma série de irregularidades e que apontam para um rombo de R$183 milhões. Nesta quarta-feira (6), devidamente municiado com farta documentação comprobatória, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entregou ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Eduardo Botelho e à Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Casa de Leis para a devida apuração e responsabilização. Botelho prometeu encaminhar os documentos às comissões responsáveis para análise.

Detalhando a informação, o prefeito explicou que há indícios de saídas de pagamentos a credores ou repasses a Empresa Cuiabana de Saúde Pública sem prévio empenho da despesa, indicando para despesas sem contratos. Tal situação desfigura completamente os demonstrativos e resultados fiscais do Município, pois implica em despesas realizadas e pagas sem registro de execução orçamentária, financeira e contábil, no valor de R$ 126,6 milhões sem empenho prévio.

Isso sem contar que o Estado de Mato Grosso repassou R$ 70 milhões a mais para a Secretaria de Saúde do que no mesmo período do ano de 2022 (março a agosto) e constatou-se que nos 5 (cinco) meses, o gabinete de intervenção deixou de pagar R$57 milhões de passivos. Ou seja, mais de R$11 milhões mensais.

“Frente aos fortes indícios contidos na vasta documentação que ora entregamos sobre a dilapidação do patrimônio público, em especial frente a incompetência e irresponsabilidade na gestão financeira da Secretaria Municipal de Saúde no período interventivo, que poderá culminar na falência e quebra da continuidade da prestação de serviço público essencial”, explicou o prefeito.

Os documentos também serão enviados ao Tribunal de Contas de Mato Grosso, Ministério Público do Estado e ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Na explanação feita ao presidente da AL-MT, o prefeito apontou ainda que o gabinete de intervenção já acumula R$46.602.096 milhões referente a uma dívida registrada contabilmente no período da intervenção, não considerando ainda o forte indício de despesas realizadas e não contabilizadas até a presente data.

Os dados apontam ainda que a intervenção recebeu do Estado 70 milhões a mais no período de janeiro a agosto de 2023 se comparado com janeiro a agosto de 2022. “Ou seja, não justificaria deixar passivo financeiro sem pagamento no montante de 57 milhões. Este comportamento do estado demonstra que tínhamos razão quando apontamos que o estado não repassava o valor justo ao município para fazer frente aos gastos com pacientes atendidos do interior. Em resumo, a intervenção recebeu mais recursos, manteve os níveis de gastos e ainda assim acumula dívidas”, explicou.

O amplo relatório aponta ainda que o gabinete de intervenção tem atuado de forma estritamente política e não têm dado continuidade às boas ações que estavam sendo executadas pela gestão da SMS, proporcionando o verdadeiro desmonte da assistência farmacêutica municipal, exonerando servidores sem critério algum, inclusive farmacêuticos, que são mão de obra escassa, contratando servidores pela Empresa Cuiabana de Saúde (HMC) e remanejando de forma irregular para prestar serviços no CEDEMIC. Não bastasse isso, o gabinete não apresentou proposta alguma para resolução dos problemas relacionados a assistência farmacêutica em Cuiabá, agindo de forma irresponsável, requerendo um prazo maior para realizar um suposto estudo, como se não fosse responsabilidade do governo do estado, junto a superintendência de assistência farmacêutica da SES-MT o dever de conhecer a realidade, monitorar, assessorar e planejar em conjunto a assistência farmacêutica dos municípios de Mato Grosso, demonstrando mais uma vez que o governo do estado não ampara os municípios.

O relatório aponta ainda que o mais grave é a forma inconsequente como são realizadas as aquisições de medicamentos e insumos pelo gabinete de intervenção, com o intuito de gerar manchete, sem se preocupar com a qualidade e a racionalidade da aquisição.

“Analisamos apenas quatorze medicamentos comprados de forma indenizatória pelo gabinete de intervenção e não analisamos nenhuma aquisição de insumo hospitalar. Quando comparamos os preços dos medicamentos adquiridos de forma indenizatória, de 15 de março de 2023 a 31 de julho de 2023, com os valores registrados nas atas de registro de preço oriundas dos pregões do CISVARC (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá) encontramos um sobrepreço médio de 43% no valor unitário, gerando um prejuízo de R$ 538.624,60, apenas nesta análise amostral de quatorze medicamentos, de um universo de mais de 300 ítens adquiridos de forma indenizatória”, explica o prefeito.

O pedido de imediata apuração em mãos ao presidente da AL, lastreia-se no fato de que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou em 14 de março que o governo do estado assumisse a gestão da saúde pública em Cuiabá. Um dos condicionalidades era o acompanhamento rigoroso dos atos implementados durante o período interventivo. Para cumprir essa atribuição, foi criada uma comissão temporária e externa.

A Representação entregue à AL-MT pode ser conferida em anexo.

Inércia e Desídia –No dia 2 de agosto de 2023, o prefeito de Cuiabá apontou 748 dias de omissão da Controladoria Geral do Estado após determinação judicial, além de aparelhamento da máquina pública para perseguição política. Nesta data ele pediu investigação do MPE (leia aqui). Pondera que o esquema envolve o pagamento de R$ 300 milhões.

Acompanharam o prefeito: o deputado estadual, Juca do Guaraná, o líder do Governo na Câmara de Cuiabá, o vereador Paulo Henrique, vice-líder Sargento Vidal e o vereador Luis Claudio. Também estiveram presentes, o secretário de Planejamento Éder Galiciani, o procurador-geral do município, Benedicto Calix, e o secretário de Comunicação Fausto Olini.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá intensifica mutirão de tapa-buracos em 9 bairros e vias estruturantes

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Nesta quarta-feira (22), as equipes de tapa-buracos realizam o serviço nos bairros Residencial Coxipó, Cohab São Gonçalo, Jardim Gramado, Nossa Senhora Aparecida, Jardim Comodoro, São José e Jardim Buriti, todos na região Sul da Capital. E ainda, no Pedregal, Renascer e demais obras emergenciais em pontos de maior fluxo na cidade, onde surgem demandas de reparo. A ação é desenvolvida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e não parou nem mesmo no feriado do dia 21 de abril, quando quatro equipes mantiveram os trabalhos nos bairros Coophema e Jardim Gramado.

“O Jardim Gramado é um bairro grande, e graças a Deus os buracos são pontuais e a Prefeitura de Cuiabá está trabalhando no bairro. Na segunda-feira (20), estiveram na Rua Imburana, atuando nos reparos dos buracos, isso é muito bom”, explicou o presidente do bairro Valdenir Arruda de Faria, popularmente conhecido como Viola.

Outras quatro equipes que atuam no mutirão estão tapando buracos nos bairros Nossa Senhora Aparecida, Jardim Buriti e Jardim Comodoro. Enquanto algumas fazem trechos retos e começos de travessas, “as demais fazem a costura das travessas”, ou seja, seguem o mutirão nas vias transversais do bairro, conforme explicou um dos operadores da equipe. A Rua J-10 seria uma das vias com percurso direto. Mas outras ruas, como a H-8, entre outras, recebem a ação.

Márcio Ramos é morador do bairro São José, que faz divisa com o Jardim Comodoro e Nossa Senhora Aparecida. Ele conhece a realidade do local, mora desde o tempo de criança, época em que não havia asfalto e a região ainda era mato. Para ele, resolvidos os buracos, a preocupação será com a velocidade dos veículos.

“A avenida estava bem feia com tantos buracos e fazia bastante tempo que esperávamos essa benfeitoria. As pessoas se queixavam que estavam caindo com o carro dentro dos buracos, estragando o veículo, furando pneu, essas coisas. Agora, com o tapa-buraco, vai resolver tudo. Mas agora vão acelerar a velocidade, já faziam isso mesmo com buracos. Faltam quebra-molas para dar uma freada nos apressadinhos que gostam de correr”, pontuou.

Lidiane Almeida concorda com a declaração de Márcio, por ser uma avenida em que descem muitos carros e muitos caminhões, por conta da transportadora que tem nas proximidades, portanto, o fluxo é grande. “Aqui não passa ônibus, não é linha de ônibus, mas é uma rua de grande movimento, precisa de um redutor de velocidade”, explicou.

Lidiane revelou que fazia tempo que esperavam pela ação de tapa-buracos. “Faz um bom tempinho. A gente está precisando que deem uma olhada aqui para o nosso bairro, uma melhoria a mais, como o quebra-molas, por exemplo. Mas receber o mutirão de tapa-buracos é muito bom, muito satisfatório. Os moradores é que sabem o quanto faz a diferença”, pontuou.

Além do mutirão em andamento na região Sul, também há equipe executando serviços emergenciais em vias estruturantes, devido ao fluxo intenso de veículos que recebem diariamente.

No feriado

Quatro equipes que atuam no mutirão de tapa-buracos não pararam nem mesmo no dia 21 de abril, feriado nacional que homenageia Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), mártir da Inconfidência Mineira, e atuaram nos bairros Jardim Gramado e Coophema. Entre as ruas atendidas estão: Anápolis, Nova Iguaçu, Marajó, Blumenau, Joinville, Camamu, Barbacena, Tremembé, Maringá e Jundiaí, no Coophema. E as ruas Presidente Prudente, Angico, entre outras, no Jardim Gramado.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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