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TCU pede devolução de presentes do Qatar à comitiva de Bolsonaro

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Comitiva de Bolsonaro recebeu presentes de autoridades cataris em 2019
Valdenio Vieira/PR – 28.10.2019

Comitiva de Bolsonaro recebeu presentes de autoridades cataris em 2019

O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou nesta quarta-feira (1º) que a entrega de relógios de luxo para a comitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro no Qatar foge da razoabilidade e recomendou a entrega dos objetos à União. O TCU enviou um ofício ao Palácio do Planalto para notificar a decisão.

Para o tribunal, a entrega dos relógios ultrapassa os limites sobre a entrega de presentes de autoridades impostas no Código de Conduta da Alta Administração Federal. A corte entendeu que o caso também viola o princípio da “moralidade pública”.

“O recebimento de presentes de uso pessoal com elevado valor comercial extrapola os limites de razoabilidade aplicáveis à hipótese de exceção prevista no art. 9º do Código de Conduta da Alta Administração Federal e no art. 2º, II, da Resolução CEP 3/2000 (troca protocolar e simbólica de presentes entre membros de missões diplomáticas), em desacordo com o princípio da moralidade pública, previsto no art. 37, caput, da Constituição Federal”, disse o ministro Antônio Anastasia, relator do processo.

Os relógios de luxo foram entregues por autoridades do Qatar à comitiva de Bolsonaro quando o ex-presidente viajou ao país em 2019. Segundo o TCU, Ernesto Araújo (ex-ministro das Relações Exteriores), Osmar Terra (deputado), Gilson Machado (ex-ministro do Turismo), Caio Megale (ex-secretário e diretor de programa do Ministério da Economia) e Sergio Barbosa (ex-presidente da Apex) receberam os objetos com preço até R$ 55 mil no mercado.

Já Marcos Pontes, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, e Roberto Abdala, ex-embaixador do Brasil em Doha, não teriam recebido presentes de alto valor.

Na época, o Conselho de Ética da Presidência entendeu, por 4 votos a 3, que não houve conflito de interesse na entrega dos presentes. O TCU, então, enviou um pedido para que o conselho altere a regulamentação e imponha um limite de valor nos presentes recebidos por autoridades.

Anastasia ainda recomendou a devolução dos relógios de luxo aos cofres da União. A decisão contraria a área técnica do tribunal, que esperava a determinação da entrega dos presentes.

Fonte: IG Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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