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MATO GROSSO

Ministro dá ordem de serviço e destaca parceria com governador Mauro Mendes

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou a parceria com o Governo de Mato Grosso para viabilizar as obras de asfalto na BR-158, na região do Araguaia.

A ordem de serviço para o asfalto foi assinada na manhã desta terça-feira (26.09), em Porto Alegre do Norte, com a presença do governador Mauro Mendes e diversas autoridades.

“O governador Mauro esteve lá comigo em Brasília várias vezes, com o Governo Federal, com a Casa Civil, com o presidente Lula. Mauro, muito obrigado pelo trabalho conjunto. Essa tem sido uma recomendação do presidente Lula: diálogo permanente com os governadores”, afirmou o ministro.

O asfalto na BR-158, no contorno da reserva indígena Marãiwatsédé, garantirá uma ligação direta para os municípios de Alto Boa Vista e Serra Nova Dourada.

Além desses, dependem do asfalto da BR-158 os municípios que estão acima do trecho sem asfalto: Canabrava do Norte, Confresa, Luciara, Novo Santo Antônio, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, São José do Xingu e Vila Rica.

Renan Filho destacou a importância de Mato Grosso no cenário nacional como o principal produtor de alimentos do país.

Para ele, é preciso continuar a investir pesado em infraestrutura para escoar a produção e melhorar a qualidade de vida dos mato-grossenses.

“O progresso de Mato Grosso está vinculado às rodovias. Crescer a produção do Mato Grosso significa emprego para as pessoas daqui. Com a PEC da Transição, ampliamos de R$ 250 milhões para R$ 1,1 bilhão os recursos para fazer as obras do povo de Mato Grosso. E essas obras agora vão ser feitas, porque tem os recursos pra fazer e tem diálogo”, registrou.

O governador Mauro Mendes lembrou que, no início do ano, encaminhou ao presidente Lula a lista de obras prioritárias para Mato Grosso, e uma delas era a BR-158.

“Das quatro prioridades que apresentamos, três estão aqui no Vale do Araguaia. O Estado de Mato Grosso tinha e ainda tem uma dívida histórica com o Araguaia, porque essa região ficou esquecida durante muitas décadas”, declarou.

De acordo com o governador Mauro Mendes, essa obra do Governo Federal se une às ações do Governo do Estado para consolidar o Araguaia como o novo Vale da Prosperidade.

“Nós últimos quatro anos, fizemos em Mato Grosso inteiro 2.500 km de asfalto novo. E só no Araguaia foram 780 km. Temos, nesse ano, 1.800 km já contratados, sendo 540 km sendo executados aqui nessa região”, citou.

Também participaram do evento: o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Dr. Eugênio, Paulo Araújo, Valdir Barranco e Valtinho Miotto; o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes; além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas do Araguaia.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

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A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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