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Agronegócio

Chuvas já causaram prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao agronegócio catarinense

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Um levantamento realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) concluiu que as chuvas ocorridas em outubro causaram perdas de  R$ 1,6 bilhão ao setor agropecuário do estado. Aproximadamente 55 mil propriedades rurais, equivalentes a 15% das propriedades em Santa Catarina, foram afetadas em 162 municípios.

As maiores perdas ocorreram nas lavouras temporárias, com ênfase nas culturas do fumo, que estimam uma perda de R$ 429 milhões, e da cebola, com impacto de R$ 286,4 milhões, de acordo com a Epagri. Além disso, o levantamento identificou perdas relacionadas a animais, máquinas e equipamentos, horticultura, estoque, leite, pastagem e pomares.

É importante ressaltar que os números representam estimativas e podem aumentar à medida que mais informações estejam disponíveis. Esses dados servirão de base para o governo estadual desenvolver propostas de políticas públicas com o objetivo de auxiliar na recuperação ou mitigação das perdas dos produtores rurais.

As chuvas continuam a ocorrer, o que significa que os prejuízos podem aumentar ainda mais. Os impactos se manifestam de diversas maneiras, como atrasos no plantio das culturas de verão, bem como lavouras em pleno desenvolvimento que ficaram completamente inundadas. Além disso, a colheita de culturas de inverno também está atrasada, o que pode resultar em perdas na quantidade e qualidade dos grãos colhidos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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