A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (28.11) a Operação Anarquia para cumprimento de sete ordens judiciais, entre prisões e buscas, contra uma associação criminosa responsável por diversos crimes na região de Água Boa, entre eles ameaça, exercício arbitrário das próprias razões, incêndio, disparo de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo e coação no curso do processo.
Os investigados pela Delegacia de Água Boa estão envolvidos em disputas de terras rurais e recentemente atearam fogo em uma propriedade causando prejuízos de aproximadamente R$ 800 mil à vítima. A Polícia Civil também recebeu diversas denúncias de que os suspeitos portariam armas de fogo e estavam ameaçando pessoas, sem nenhum pudor, em locais de grande circulação no centro de cidade.
Após monitoramento e investigação, a equipe da Delegacia da Polícia Civil constatou a periculosidade dos investigados e verificou que de fato são pessoas que colocavam em risco toda ordem pública emÁgua Boa, andando armados e não mediam esforços para ameaçar e intimidar seus desafetos.
“Os suspeitos são investigados por diversos crimes no estado de Goiás e acreditavam que, ao se mudarem para cidade de Água Boa, poderiam continuar infringindo a legislação. Esses suspeitos agiam como se estivessem no faroeste fazendo ameaças e portando armas de fogo dentro da cidade, pensando que fossem imunes à lei. Tal conduta é inadmissível para a Polícia Civil que, ao tomar conhecimento dos fatos, adotou todas as providências para prisão dos criminosos”, reiterou o delegado Matheus Soares Augusto.
Apreensões e prisões
Até o momento a operação prendeu cinco pessoas, sendo duas em flagrante, e apreendeu sete armas de fogo, como fuzis, espingardas, revólver, além de diversas munições.
O nome da operação faz referência ao modo de atuação do grupo, que agia ignorando as leis vigentes e colocava em risco a população de Água Boa.
A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (22.4), em Pedra Preta, um mandado de prisão em desfavor de um homem, de 26 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação integra a Operação Regional Rondonópolis Segura, voltada ao cumprimento de ordens judiciais e intensificação do combate à criminalidade na região.
A ordem judicial, cumprida pela Delegacia de Pedra Preta, refere-se à regressão de regime, com pena remanescente de sete anos a ser cumprida inicialmente em regime fechado, expedida pela Vara Única da Comarca de Pedra Preta.
O caso ocorreu em 2017, quando a mãe da vítima procurou a Polícia Civil para relatar abusos praticados contra sua filha, que à época tinha 12 anos, enquanto o autor tinha 18 anos.
De posse do mandado judicial, a equipe policial deu início a diligências investigativas com o objetivo de localizar e prender o condenado, que se encontrava foragido. Após levantamento de informações, ele foi localizado na região da Vila Garça Branca, distrito de Pedra Preta.
Ele foi preso e não ofereceu resistência. Em seguida, foi conduzido à sede da Delegacia de Pedra Preta, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.
“A ação evidencia o empenho investigativo da Polícia Civil no cumprimento de ordens judiciais e na responsabilização de autores de crimes graves, reforçando o compromisso institucional com a proteção de vítimas em situação de vulnerabilidade e a garantia da justiça”, destacou o delegado Fabricio Garcia Henriques.