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BRASIL

Sou contra o acordo entre Mercosul e União Europeia, diz Macron

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Emmanuel Macron
Ricardo Stuckert – 22.05.2023

Emmanuel Macron


O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou veementes objeções ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, classificando-o como antiquado e “mal remendado”.

A declaração ocorreu neste sábado (2) após um encontro bilateral com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a COP 28 em Dubai.

As negociações entre Mercosul e União Europeia estavam em estágio avançado, com o governo brasileiro buscando finalizar o acordo na próxima semana, antes da posse do novo presidente argentino, Javier Milei, conhecido por suas críticas ao Mercosul.

O acordo, negociado desde 1999 e envolvendo 31 países, propõe a isenção ou redução de impostos de importação. No entanto, Macron argumentou que a versão atual vai na contramão com as políticas ambientais e ambições do Brasil.

“E é justamente por isso que sou contra o acordo Mercosul-UE, porque acho que é um acordo completamente contraditório com o que ele [Lula] está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo […] Não leva em conta a biodiversidade e o clima dentro dele. É um acordo comercial antiquado que desmantela tarifas”, pontuou.

O presidente francês enfatizou que o acordo vai impor esforços significativos aos agricultores e indústrias francesas na redução de emissões de carbono, enquanto eliminaria tarifas para produtos que não seguem as mesmas regras ambientais.

Em resposta às críticas de Macron, Lula afirmou que o presidente francês tem o direito de expressar seu ponto de vista e destacou o histórico protecionista da França. O petista reiterou o compromisso do Brasil em se posicionar como líder na agenda verde global.

“Cada país tem o direito de ter uma posição. A França sempre foi o país mais duro para se fazer acordos, porque a França é mais protecionista. Não é a mesma posição da União Europeia”, posicionou-se Lula.

Este não é o primeiro impasse envolvendo a França nas negociações Mercosul-UE. Questões ambientais já foram anteriormente levantadas, com Macron se opondo ao acordo em 2019 devido a preocupações sobre o compromisso ambiental do Brasil.


Questões como compras governamentais e a nova lei europeia do desmatamento foram apontadas como pontos de dificuldade nas negociações. Enquanto a União Europeia buscava uma participação equitativa de empresas em licitações governamentais, o Brasil defendia a retirada desse ponto.

Na sexta (1º), Lula se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir o acordo. Von der Leyen manifestou o comprometimento da União Europeia em superar as barreiras e concretizar o acordo, apesar dos desafios enfrentados.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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