Connect with us

Agronegócio

10ª Encontro Nacional da Soja no Paraná

Publicado

em

O Grupo de Estudos Luiz de Queiroz, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), vai realizar entre os dias 14 e 15 de dezembro, na cidade de Londrina, no Paraná, a 10ª edição do Encontro Nacional da Soja.

Com o intuito de disseminar informações relevantes sobre a cultura da soja, o encontro tem como objetivo principal promover uma ampla capacitação técnica para os produtores brasileiros. Por meio de palestras, painéis e rodas de conversa, o evento contará com a presença dos maiores especialistas da área acadêmica, abordando os tópicos mais atuais e cruciais relacionados à sojicultura.

A proposta é estabelecer uma significativa troca de conhecimento entre a universidade, o setor privado e os profissionais que atuam diretamente no campo. A iniciativa visa proporcionar aos produtores uma maior compreensão sobre as melhores práticas, inovações e estratégias que possam impulsionar a produção de soja no Brasil.

O encontro reunirá renomados palestrantes e protagonistas do setor, criando um ambiente propício para discussões pertinentes e atualizadas, envolvendo desde técnicas de plantio e manejo até questões relacionadas à tecnologia aplicada na sojicultura. O evento também busca fortalecer as parcerias entre a academia, o setor produtivo e os produtores rurais, visando ao desenvolvimento sustentável do cultivo de soja no país.

A 10ª edição do Encontro Nacional da Soja promete ser um marco no intercâmbio de informações e no fortalecimento do conhecimento técnico-científico, impulsionando o setor agropecuário nacional e contribuindo para o avanço da produção de soja no Brasil.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo

Agronegócio

Concorrência externa derruba preços e reduz plantio de alho no Brasil

Publicado

em

Por

O mercado de alho no Brasil entrou em um ciclo de forte pressão e já provoca recuo na produção. A estimativa da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa) é de que a área plantada caia entre 15% e 20% em 2026, após um ano marcado por excesso de oferta, queda de preços e prejuízo no campo.

O principal fato, segundo a entidade, é a concorrência externa. A entrada de alho argentino, sem tarifas por conta do Mercosul, ampliou a oferta no mercado interno em 2025, pressionando as cotações. Diante disso, a entidade prepara para maio um pedido de investigação por dumping, sob a alegação de que o produto chega ao Brasil com preços abaixo do custo de produção.

O movimento ocorre em um mercado já desequilibrado. Nos últimos dez anos, cerca de 70% da produção argentina de alho foi destinada ao Brasil, evidenciando a dependência do país vizinho. Ao mesmo tempo, a presença crescente do alho chinês, ainda mais barato, intensificou a concorrência e agravou o excesso de oferta.

Os efeitos já são visíveis nas principais regiões produtoras. Em Santa Catarina, polo histórico da cultura, estimativas apontam que até 60% da safra pode se tornar inviável nas condições atuais de preço, com risco para milhares de empregos. Municípios altamente dependentes da atividade já enfrentam dificuldades financeiras diante da queda nas cotações.

O impacto é relevante em termos econômicos e sociais. A cadeia do alho movimenta cerca de R$ 7 bilhões por ano e gera aproximadamente 300 mil empregos diretos e indiretos no país. Ao todo, são cerca de 40 mil produtores, dos quais a maioria é formada por agricultores familiares.

A pressão externa ocorre em um contexto de custo elevado de produção no Brasil. O cultivo é intensivo em mão de obra e tecnologia, com investimento que pode superar R$ 120 mil por hectare, incluindo sementes, insumos, irrigação, energia e beneficiamento. Em contrapartida, países como a Argentina operam com condições climáticas mais favoráveis e menor necessidade de tecnificação, o que reduz custos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Brasil produziu 172,8 mil toneladas de alho em 2024, em uma área de 12,8 mil hectares, com valor de produção de R$ 2,41 bilhões. Ainda assim, o país precisa importar cerca de um terço do consumo interno, estimado em 360 mil toneladas anuais.

Especialistas apontam que, apesar dos avanços tecnológicos, como a vernalização e o uso de sementes livres de vírus, que elevaram a produtividade para médias de até 16 toneladas por hectare, o custo segue sendo o principal entrave competitivo frente aos concorrentes externos.

Com o plantio avançando nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e prestes a começar no Sul, o setor entra em um momento decisivo. A eventual abertura de investigação antidumping pode redefinir as condições de mercado nos próximos meses, mas, até lá, o produtor segue pressionado por preços baixos e margens cada vez mais estreitas.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora