O Partido Republicano do Colorado pediu na quarta-feira (27) que a Suprema Corte dos Estados Unidos intervenha depois que o tribunal superior do Colorado desqualificou o ex-presidente Donald Trump de aparecer na cédula da primária no Estado, disse um advogado do partido.
A apelação ocorre depois que a Suprema Corte do Colorado, em 19 de dezembro, desqualificou Trump por conta de seu papel no ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 por seus apoiadores. O tribunal barrou Trump de ocupar um cargo público de acordo com uma disposição constitucional que proíbe qualquer pessoa que “tenha se envolvido em insurreição ou rebelião”.
Espera-se que Trump, o principal candidato à indicação presidencial republicana para 2024, apresente seu próprio recurso. O tribunal superior estadual havia suspendido sua decisão até 4 de janeiro, declarando que Trump permaneceria na cédula eleitoral se recorresse.
A decisão do tribunal do Colorado marcou a primeira vez na história que a Seção 3 da 14ª Emenda da Constituição dos EUA – a chamada cláusula de desqualificação – foi usada para considerar um candidato presidencial inelegível à Casa Branca.
A decisão da Suprema Corte do Colorado, por 4 a 3, reverteu a conclusão de um juiz de uma instância inferior de que Trump se envolveu em insurreição ao incitar seus apoiadores à violência, mas, como presidente, ele não era uma “autoridade dos Estados Unidos” que poderia ser desqualificada de acordo com a emenda.
O tribunal do Colorado concluiu que o papel de Trump ao instigar a violência no Capitólio, enquanto os parlamentares se reuniam para certificar os resultados da eleição de 2020, constituiu envolvimento em insurreição e que a Presidência está incluída na cláusula.
O ataque foi uma tentativa dos apoiadores de Trump de anular sua derrota na eleição de 2020 para Joe Biden, a qual Trump alega falsamente ter sido resultado de fraude.
Os tribunais têm rejeitado várias ações judiciais que buscam manter Trump fora das cédulas primárias em outros Estados.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.