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Agronegócio

Epamig quer aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira

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No Brasil, o consumo de azeite é significativo, situando-se entre os países com maior demanda global, importando em média 100 milhões de litros por ano. Contudo, a produção interna é limitada, alcançando pouco mais de 500 mil litros anualmente.

A expansão das áreas de cultivo enfrenta restrições devido à necessidade de um número mínimo de horas frias. Isso resulta na concentração do plantio em regiões serranas, como a Mantiqueira, e áreas mais frias, como o Sul do Brasil.

Para aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vem investindo na região. “Estamos otimistas com uma boa floração e a perspectiva é de que a colheita de azeites agora em 2024 seja superior ao ano passado, mas ainda não podemos confirmar o quanto será maior”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Moura, membro do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig.

Na região da Serra da Mantiqueira, que abrange os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, espera-se uma maior produção de 60 mil litros de azeite.

Luiz Fernando de Oliveira destaca: “O diferencial do azeite nacional está na sua frescura. Aqui na Mantiqueira, embora a atividade esteja em ascensão, não visamos competir em quantidade com as grandes regiões produtoras. Nosso objetivo é estabelecer espaço pela produção de azeites de alta qualidade e sabores distintos”.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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