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MATO GROSSO

Presidente do TJMT assina ordem de serviço para ampliação e reforma do Fórum de Campo Verde

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, assinou nesta quarta-feira (31 de janeiro), o contrato e a ordem de serviço para o início dos trabalhos de reforma com ampliação prédio do Fórum da Comarca de Campo Verde. As obras devem começar em 20 dias e terão 730 dias de duração. “Finalmente estamos dando o pontapé inicial e formalmente entregando ao diretor do Foro a contratação e a ordem de serviço. É um fórum aparentemente grande, mas devido ao crescimento da comarca, da cidade, da região já está ultrapassado na sua capacidade de um bom atendimento”, afirmou a desembargadora.
 
O atendimento do fórum durante o período ainda está sendo avaliado e deve sofrer ajustes conforme o andamento das obras. Uma primeira reunião entre a diretoria do Fórum, a empresa contratada e a equipe de engenharia do TJMT está marcada para esta quinta-feira (01 de fevereiro). “Provavelmente com vista no cronograma de obras, vamos ver em que ponto iremos abrir outras salas ou, até mesmo, ocupar o espaço do Tribunal do Júri para continuar os serviços, sem descartar o tele-trabalho quando for realmente necessário”, explicou o diretor do Foro da Comarca, juiz André Barbosa Guanaes Simões.
 
A presidente do Tribunal enfatizou a importância do acompanhamento das obras por parte da população. “É muito importante que todos acompanhem e façam questão de dar um feedback para que possamos ter essa obra no prazo previsto. E como cidadão todos nós podemos sim acompanhar, fiscalizar e também denunciar algo que não esteja dentro do contratado. Acreditamos que pela idoneidade da empresa que apresentou uma boa ficha de informações para concorrer a essa obra, não teremos problema, mas é bom que todos fiquemos atentos porque é importante para a população ter acesso a um serviço onde haja melhores condições físicas para ser prestado o serviço e realizada todas as nossas atividades”.
 
Até chegar à assinatura da ordem de serviço foram sete anos de projetos, que passaram por revisões e readequações, principalmente após a pandemia de Covid-19. “No projeto anterior prevíamos várias salas (para audiências), mas após a pandemia isso foi revisto porque não é mais tão necessário, por conta da possibilidade da audiência por vídeo-conferência. Nesses sete anos, sempre mudando, parávamos, fazíamos um novo plano, até que a desembargadora Clarice assumiu a presidência e viu a importância do projeto para Campo Verde, que é uma cidade que cresce muito. Esse novo fórum vem bem na hora para adequar uma futura expansão dos nossos serviços. Pelo menos o prédio estará pronto para isso”, afirmou o magistrado.
 
O diretor do Foro da Comarca campoverdense, explicou que as obras visam uma melhor adequação das dependências do fórum, com foco nos atendimentos de conciliação. “Esse novo prédio tem bastante foco na conciliação e adequação a todos os servidores e juízes para que possam exercer a função com tranquilidade.”
Participaram da solenidade de assinatura do contrato e ordem de serviços também, as juízas da Comarca de Campo Verde Maria Lúcia Prati e Caroline Schneider, além do coordenador do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e juiz-auxiliar da presidência, Túlio Duailibi Alves Souza.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. FOTO 1: A imagem mostra em primeiro plano a desembargadora Clarice Claudino sentada, assinando o contrato. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros, lisos e curtos. Está usando vestido preto e colar de pérolas. Ao lado dela está o proprietário da empresa de construção, um homem jovem, moreno, de cabelos curtos e escuros. Ele veste camisa de manga comprida, azul escuro com listras pretas. Os dois estão sorrindo. Foto 2: A imagem mostra cinco pessoas em pé, sorrindo para a câmera. A primeira, da esquerda para a direita, é a juíza Maria Lucia Prati. Ela é uma mulher branca, cabelos loiros na altura dos ombros e usa vestido preto. Ao lado, está o proprietário da empresa de construção. Em seguida está a desembargadora Clarice mostrando a ordem de serviço. Ao seu lado está a juíza Caroline Schneider. Ela é uma mulher branca, loira de cabelos compridos. Ela veste calça e blazer rosa pink e blusa preta. Ao seu lado está o juiz André Simões. Ele é um homem branco, de cabelos curtos e escuros e veste um terno azul marinho, com camisa azul claro e gravata vermelha.
 
Marcia Marafon/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

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A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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