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O Brasil e o desafio da Inteligência Artificial

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O Brasil e o desafio da Inteligência Artificial
André Lourenti Magalhães

O Brasil e o desafio da Inteligência Artificial


A eleição presidencial na Argentina, que terminou com a vitória de Javier Milei e importante por ser a primeira a utilizar de forma intensiva a Inteligência Artificial. Durante a campanha, o candidato peronista Sergio Massa usou a IA para criar conteúdos virais e mensagens nas redes sociais.

A era da IA representa a terceira onda de transformação tecnológica deste século depois do uso extensivo das redes sociais e a proliferação de fake news.

As redes sociais foram muito usadas por Obama em 2008, enquanto Trump se beneficiou das fake news nas eleições de 2016. No Brasil, em 2018 Bolsonaro também dominou o uso das redes sociais a seu favor.

Os acontecimentos registrados na Argentina são sérios e mostram a necessidade urgente de debater e estabelecer regulamentações éticas e transparentes para o uso da IA na política. Esses eventos sinalizam que as nossas eleições municipais deste ano podem ser a próxima grande arena para o uso intenso dessa tecnologia com o objetivo de destruir reputações e prejudicar adversários.

A crescente utilização de deepfakes, onde a IA gera conteúdos falsos substituindo imagens reais, traz preocupações significativas para a integridade do processo democrático e o estado de direito. Especialistas destacam a necessidade de regulamentações para prevenir abusos e danos à Democracia dado o potencial dessas tecnologias de influenciar a opinião pública e comprometer a credibilidade das instituições.

A IA, em um país com limitada reflexão crítica e educação precária, pode incentivar decisões políticas pouco informadas. A má utilização das redes sociais para disseminar fake news pode manipular percepções e expectativas do eleitorado brasileiro.


É essencial que o uso da IA estimule discussões e debates. No Brasil já existem projetos de lei sobre o assunto. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), propôs um projeto que estabelece o Marco Legal da IA no Brasil, elaborado por uma comissão de especialistas liderada pelo Ministro Boas Cuevas do Superior Tribunal de Justiça. A proposta ainda está longe de ser aprovada.

O debate no Congresso sobre o tema começa sem uma conclusão sobre as fakes news. Um projeto relevante sobre esse problema está parado na Câmara dos Deputados devido a divergências entre veículos de comunicação e plataformas de redes sociais.

Em 2017, o alerta foi dado no Tribunal Superior Eleitoral, à época presidido pelo Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O alerta foi dado, algumas iniciativas regulatórias ocorreram e houve negociações com as plataformas sociais que resultaram em certa contenção nas fakes news.

Em certos contextos históricos, muitos ditadores alteraram a história removendo imagens de ex-aliados. Hoje, com a IA, essa falsificação pode ocorrer em tempo real. Sem legislação apropriada, o Congresso pode acabar transferindo para o Judiciário, especificamente o Tribunal Superior Eleitoral, a responsabilidade de prevenir que fake news e deepfakes perturbem o processo eleitoral de maneira decisiva.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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