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Agronegócio

Ministro da Agricultura tranquiliza o agronegócio dizendo que “o momento é de atenção, mas não de crise”

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O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, esteve presente ontem (07.02) no Show Rural de Cacavel, no Paraná e aproveitou para tranquilizar os produtores sobre a situação da safra brasileira. Ele destacou que, apesar das dificuldades climáticas que causaram quebras significativas na produção em algumas regiões, o momento atual deve ser encarado com atenção, não como uma crise.

O ministro ressaltou que, em contrapartida às perdas, algumas regiões, como o Rio Grande do Sul, estão compensando com um excedente de 10 milhões de toneladas de soja em comparação com a produção do ano anterior. Esse aumento na oferta, aproximadamente 15 milhões de toneladas, está contribuindo para manter os preços equilibrados no mercado.

Fávaro reconheceu que os custos de produção ainda não atingiram níveis ideais para garantir rentabilidade aos produtores, mas salientou que esse é um aspecto natural do mercado, que se ajusta ao longo do tempo.

Ele pediu compreensão aos agricultores, assegurando que o governo está acompanhando de perto a situação da safra.

O ministro afirmou que, no momento oportuno e de maneira adequada, serão implementadas medidas de auxílio para os produtores rurais.

Suas declarações têm o objetivo de acalmar os ânimos do setor diante das adversidades climáticas, transmitindo confiança e garantindo que o governo está atento às necessidades dos agricultores.

Assista à entrevista que Fávaro deu ao Notícias Agrícolas:

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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