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Agronegócio

Crise no agronegócio tem movimentado os bastidores políticos em Brasília

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A queda nos preços dos grãos, aliada à previsão de uma safra menor neste ano devido aos problemas climáticos, está causando grande preocupação no agronegócio brasileiro e tem movimentado os bastidores políticos.

O prejuízo já é uma realidade em várias regiões do país, o que pode ser muito grave, dependendo do tamanho da redução na produção e da situação financeira dos produtores.

Em Brasília, o tema tem sido amplamente discutido entre representantes do setor e o governo. Mas enquanto a bancada ruralista alerta para a iminência de uma crise que poderá afetar a economia nacional, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, evita falar em “crise”, embora venha articulando medidas de apoio aos produtores.

A recente reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) refletiu essa preocupação, especialmente diante da redução na projeção de colheita de grãos no Centro-Oeste, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O relatório divulgado pela estatal no início de fevereiro revelou um volume de produção estimado em 299,8 milhões de toneladas, 6,6 milhões a menos do que o previsto em janeiro e 6,3% inferior ao ciclo anterior (319,8 milhões de toneladas).

O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion, reconhece a gravidade da situação e prevê que serão necessários dois a três anos para lidar com os desafios iminentes.

Lupion afirmou que o governo precisa assumir que há uma crise em curso na agropecuária. “Tenho conversado isso com Ministério da Agricultura. O primeiro ponto é o governo assumir e indicar que estamos em uma crise e que vamos precisar de um montante razoável e importante de recursos para compensar essa crise, seja no Plano Safra, seja no seguro. Precisamos sentar com o governo e achar solução para o setor, deixar de lado quem é culpado pela crise”, acrescentou.

Segundo Lupion, ainda não é possível estimar o montante que será necessário para renegociação de dívidas e prorrogação de financiamentos dos produtores rurais porque a safra de grãos, sobretudo a colheita de soja, ainda está em andamento. “Precisamos ainda calcular as previsões. Há um gap enorme entre os números da Aprosoja, por exemplo, e os da Conab”, comentou. A Aprosoja estima safra brasileira de soja em 135 milhões de toneladas, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê safra de 149,4 milhões de toneladas.

Segundo o presidente da FPA, há uma crise de rentabilidade na agropecuária com os preços dos grãos não cobrindo o custo de produção. “O produtor plantou soja a R$ 140 por saca e agora está vendendo a R$ 90 por saca. Haverá um impacto de 20 milhões de toneladas a menos na safra com quebra de safra. Precisamos ter uma análise mais clara da safra, pois alguns Estados estão com alto índice de produtividade e outros com quebra”, apontou.

“O que temos hoje é que produtores não estão conseguindo cumprir compromissos e pagar dívidas. Vemos o produtor em dúvida se terá como aplicar ou endividar mais com compra de equipamentos e insumos”, acrescentou. O presidente da FPA destacou que a conjuntura atual do setor deve se estender ainda para 2025 e 2026. “É uma crise grande e que vai durar além deste ano. Teremos que reequilibrar o jogo. Não chegamos ao fundo do poço, mas vamos chegar”, pontuou.

Com informações da Assessoria FPA

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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