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Agronegócio

Brasil bater recorde na exportação de açúcar: 1,094 milhão de toneladas em 6 dias

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Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam um feito excepcional para o setor sucroenergético brasileiro, nos primeiros seis dias úteis de março: o país exportou impressionantes 1,094 milhão de toneladas de açúcar e melaços, gerando um faturamento acumulado de US$ 565,610 milhões.

Comparativamente, em fevereiro último, o Brasil exportou um total de 3,017 milhões de toneladas desses produtos. No mesmo período de março de 2023, com 23 dias úteis, as exportações totalizaram 1,827 milhão de toneladas, acumulando uma receita de US$ 834,074 milhões.

Destaca-se que a média diária de exportação de açúcares e melaços atingiu 182,457 mil toneladas por dia, representando um impressionante aumento de 129,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média diária foi de 79,460 mil toneladas. Além disso, os preços dos embarques apresentaram um aumento superior a 13%, alcançando US$ 516,70 por tonelada.

Estes números ressaltam a resiliência e a competitividade do mercado de açúcar brasileiro no cenário internacional, sinalizando um auspicioso início de ano para o setor, com expectativas favoráveis para o desenvolvimento das exportações nos próximos meses.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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