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Agronegócio

Emater de Minas Gerais transforma paisagens degradadas na Zona da Mata

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A Emater-MG, por meio de seu projeto de Agricultura Sustentável nas Matas de Minas Gerais (Solo e Água), tem se destacado na recuperação de solos na Zona da Mata. Recentemente, na cidade de Bicas, um sítio antes infestado por cupinzeiros e com uma grama rala foi transformado em uma pastagem renovada, graças aos esforços da equipe técnica.

O projeto, implementado pelas unidades regionais da Emater-MG, abrange 161 municípios e tem como objetivo principal melhorar a conservação dos recursos naturais da região. Através de ações como essa, busca-se incentivar práticas sustentáveis e responsáveis na gestão das propriedades agrícolas.

No caso específico do sítio de Aluízio Heleno Ribeiro, localizado em Bicas, a Emater-MG coordenou a recuperação de uma área de pastagem completamente degradada. Apesar dos desafios, como o solo em péssimas condições e a presença abundante de formigas e cupinzeiros, a equipe técnica conseguiu reverter a situação.

Por meio de análises detalhadas do solo e da aplicação de técnicas específicas, como o controle de pragas e a incorporação de calcário, a área foi preparada para receber novas sementes de braquiária. Com o apoio financeiro do filho do produtor e a colaboração da prefeitura, que disponibilizou um trator, o projeto pôde ser realizado com sucesso.

Agora, o sítio de Aluízio exibe pastagens exuberantes e saudáveis, permitindo o pastoreio do gado e garantindo a produção de leite para a família. O sucesso desse projeto serve de exemplo para outras propriedades da região, incentivando a adoção de práticas sustentáveis e contribuindo para a preservação do meio ambiente. Com iniciativas como essa, a Emater-MG demonstra seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida no campo.

Com informações da Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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