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POLÍTICA

Secretaria de Serviços Legislativos da ALMT recebe o nome de servidora que foi a primeira mulher a assumir a pasta

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) inaugurou, nesta quinta-feira (14), a nova Secretaria de Serviços Legislativos, agora, em homenagem à primeira mulher que esteve à frente da pasta, denominada Nadir Nascimento de Souza.

Considerada uma das personalidades históricas do Parlamento mato-grossense, Dona Nadir, como é mais conhecida, dedicou mais de cinco décadas de serviços ao legislativo e foi a primeira gestora da SSL, função que exerceu por mais de 20 anos. 

A Resolução Nº 8621, de 2023, foi proposta pelos deputados Max Russi (PSB) e Dr. João (MDB) e aprovada por unanimidade em plenário. A cerimônia para descerramento da placa foi marcada por discursos emotivos e um reconhecimento unânime à contribuição de Dona Nadir para o Poder Legislativo.

“A inauguração da Sala Nadir Nascimento de Souza é um momento de celebração e reflexão sobre o legado de uma mulher que, com zelo e exigência, contribuiu grandemente para o fortalecimento do Poder Legislativo em Mato Grosso”, afirmou o deputado Dr. João.

O deputado Max Russi falou da importância dos servidores serem reconhecidos na história da ALMT.  “Homenagear uma servidora com um legado profissional como o da Dona Nadir é reconhecer a importância de todos os servidores que se dedicam e contribuem para o desenvolvimento do Parlamento e, consequentemente, para todo Estado”, afirmou.

Nascida em Poxoréu, no dia 19 de outubro de 1936, Nadir Nascimento de Souza iniciou sua carreira na Assembleia Legislativa em 1963 como taquigrafia parlamentar. Com uma carreira exemplar, ela ascendeu a cargos de liderança, incluindo o de secretária das Sessões Plenárias e secretária Executiva para os trabalhos constituintes. Em 1993, tornou-se a primeira secretária de Serviços Legislativos, quando da criação da SSL, cargo que exerceu até sua aposentadoria em 1996.

Mesmo após se aposentar, Dona Nadir continuou a servir a Assembleia como comissionada até 2014, demonstrando sua dedicação incansável ao serviço público.

“Voltar aqui e ver meu nome nessa placa é uma satisfação que não dá para dimensionar. Foram muitos anos de um trabalho que me dá muito orgulho”, afirmou dona Nadir. Ela relembrou sua história de vida e de trajetória dentro do Parlamento. “As pessoas confiaram em mim e eu, nessa responsabilidade, procurei fazer o melhor”, falou com orgulho. 

Sobre ser a primeira mulher à frente da SSL, ela afirmou que apesar do ambiente majoritariamente masculino, ela conseguiu se impor pelo trabalho. “Acho que esse meu jeito tagarela e determinado para falar e fazer as coisas não deixava espaço para medirem meu trabalho por se mulher”, avalia.

A atual secretária de Serviços Legislativos, Katiúscia Manteli, destacou que sua antecessora deixou um legado não apenas pelos cargos ocupados, mas pelas inovações dos processos . “Ela foi a gestora que marcou a secretaria, inclusive a história do Parlamento como primeira mulher à frente de uma das secretarias mais importantes da Casa de Leis e com um trabalho de excelência. Isso há vinte anos. Então, ela abriu caminho até para mim, que estou a pouco mais de cinco anos exercendo esse cargo”, afirmou com satisfação.

Participaram do evento familiares de Dona Nadir, servidores e ex-servidores do Parlamento


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: imprensa1al@gmail.com


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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