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MATO GROSSO

Não se inova acertando em tudo: desembargador Sabóia é o entrevista do podcast Trilhas da Inovação

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No mais recente episódio do podcast Trilhas da Inovação, promovido pelo InovaJusMT, Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso, a conversa foi com o novo Desembargador do TJMT, Luiz Octávio de Oliveira Saboia Ribeiro. Durante o bate-papo, Saboia compartilhou pensamentos sobre os desafios e as necessidades da inovação no sistema judiciário, marcando seu compromisso com a transformação e a modernização da Justiça.
 
Quem é Luiz Octávio de Oliveira Saboia Ribeiro? Um entusiasta da inovação, criador do Núcleo de Inovação, que deu origem ao Laboratório de Inovação do tribunal.
Durante o encontro, o Desembargador enfatizou que inovar é mais que incorporar novas tecnologias; trata-se também de reformular fluxos de trabalho, revisar metodologias e, em alguns casos, mudar completamente o ambiente de atuação. Um ponto crítico abordado foi a aceitação do erro como parte integrante do processo de inovação. Segundo ele, “A gente não inova acertando em tudo. Por isso que o ideal é começar pequeno para depois aumentar aquela experiência”.
 
Em sua recente posse como desembargador, ele disse enfrentar o desafio de atuar em um ambiente colegiado, diferente do que ocorre no primeiro grau, promovendo a inovação também neste novo contexto, particularmente na Câmara de Direito Público e Coletivo, onde está atuando. A iniciativa de criar canais de contato para facilitar a comunicação com advogados e a divulgação das práticas do gabinete foram alguns exemplos citados de inovação em prática.
 
A conversa também destacou a importância da simplificação da linguagem jurídica para torná-la mais acessível ao cidadão comum. A implementação gradual do Manual de Linguagem Simples é um passo em direção a uma comunicação mais clara e direta dentro do judiciário. Além disso, o potencial da inteligência artificial foi parte do papo para agilizar processos e adaptar o judiciário às expectativas de uma sociedade digital.
 
Este episódio do Trilhas da Inovação fala da experiência de um magistrado inovador e de um judiciário em transformação, onde a disposição para experimentar, errar e aprender com os erros se torna a base para o desenvolvimento de um sistema mais eficiente e alinhado às necessidades da população.
 
Ouça o episódio no Spotify.
 
Josiane Dalmagro
Laboratório de Inovação do TJMT
InovaJusMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Inteligência artificial e fake news marcam debate sobre eleições

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O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui.  Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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